Quase 250 mil pessoas em Macapá vivem precariamente sem rede de esgoto e água potável de qualidade
Foto: Reprodução

O documento analisa os indicadores de saneamento das 100 maiores cidades do país, que concentram aproximadamente 40% da população brasileira, e faz um ranking com base nos serviços oferecidos e em indicadores de eficiência
Um levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil mostra que, no Brasil, 100 milhões de pessoas não têm rede de esgoto e falta água potável para 35 milhões.
É profunda a diferença que separa as cidades brasileiras, quando o tema é saneamento básico: 16 dos 20 municípios com melhores condições estão no Sul e no Sudeste. São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, está no topo do ranking. Quase 100% da população dessas cidades tem água potável e coleta de esgoto, e o índice de tratamento é de 80%.
Doze dos 20 piores estão no Norte e no Nordeste do país. Macapá teve a pior avaliação. São cidades onde a média de acesso à água é de 80%, a de coleta de esgoto é de menos de 30% e a de tratamento de 18%.

No ranking, elaborado com base nos indicadores de 2021 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, foram analisados os 100 municípios brasileiros mais populosos.
Uma das cidades que mais caíram de posição de um ano para o outro foi Belo Horizonte, que investiu R$ 49 por ano por habitante em saneamento; bem abaixo da média nacional, de R$ 82.
Em um bairro de São Paulo, o esgoto corre no meio da rua. E São Paulo está na lista das melhores colocadas no ranking.
Mas no bairro, da Zona Sul da cidade, há casas ligadas ao sistema de abastecimento de água e de coleta de esgoto, e outras sem nenhuma regularização, que despejam tudo diretamente no córrego. No fim, todos os moradores pagam a conta da falta de saneamento.
LITERATURA DA AMAZÔNIA
Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.
Acesse o link abaixo:

Em uma das casas mora a Dona Maria do Carmo Pereira da Silva. Encontramos a idosa construindo uma barreira na entrada do quarto para segurar a água do córrego.
A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, diz que a desigualdade social começa pelas condições de saneamento.
Cuiabá, cidade que ganhou mais posições no ranking, investiu mais de R$ 300 por ano por habitante em saneamento básico, bem acima da média nacional. A população já sente a diferença.
A Concessionária de Saneamento do Amapá afirma que investiu R$ 100 milhões, desde que assumiu os serviços, no ano passado.
A companhia responsável pelo abastecimento em Belo Horizonte declarou que está investindo em tecnologia para reduzir a perda de água – e em projetos de saneamento. Em São Paulo, a concessionária alegou que a rede mostrada na reportagem foi danificada durante as chuvas – e que será refeita.

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