Macapá (AP) — Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
De olho na Margem Equatorial, Amapá busca parcerias estratégicas em grande evento petrolífero carioca
Coordenada pela Agência Amapá, a comitiva participa do tradicional evento carioca com o firme propósito de transformar visibilidade internacional em oportunidades reais de negócios, impulsionando a infraestrutura, a tecnologia e a competitividade econômica em todo o território amapaense

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
20/09/2026 | 07h44
Entre os dias 21 e 24 de setembro de 2026, o governo do Amapá, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), desembarca no Riocentro, no Rio de Janeiro, com um estande próprio na ROG.e 2026 – Rio Oil & Gas, evento considerado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) como o maior festival de energia do planeta, com o objetivo central de apresentar as potencialidades da Margem Equatorial a 75 mil participantes e 650 empresas expositoras, buscando antecipar a qualificação de mão de obra e a infraestrutura local para transformar divisas energéticas em desenvolvimento social sustentável para os moradores da região norte.


A movimentação do Estado rumo ao evento não ocorre por acaso e responde a uma necessidade histórica de inclusão econômica e superação de barreiras logísticas na Amazônia. Historicamente dependente de repasses federais e do setor público, o Amapá busca mudar de patamar ao se posicionar estrategicamente na costa norte do país, aproveitando a proximidade geográfica com os mercados da América do Sul e do Caribe. A aposta na Margem Equatorial surge como um divisor de águas debatido exaustivamente em fóruns internacionais, tendo antecedido esta etapa com passagens de comitivas amapaenses pela Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, nos Estados Unidos, e pelo Amazon Energy, em Belém, ao longo de 2026.


Para o presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga, a presença no Rio de Janeiro é um movimento pragmático de antecipação e preparo institucional. Estamos levando o Amapá para um ambiente onde estão os grandes investidores, operadores e fornecedores da indústria de energia, destaca Pitaluga ao ressaltar que o intuito vai além de expor riquezas no papel. Nosso objetivo é apresentar o Estado não apenas pelo seu potencial, mas pelas oportunidades concretas que já existem e pelas condições que estamos construindo para receber novos investimentos, complementa.

O dirigente enfatiza que a estratégia governamental prioriza os efeitos na vida real dos cidadãos, garantindo que o impacto econômico reverta em emprego e renda. O Amapá não quer esperar os investimentos chegarem para começar a se preparar, afirma. Estamos trabalhando para que o Estado esteja pronto, com uma estratégia de atração de investimentos e uma visão de cadeia produtiva, pontua, frisando que a oportunidade reside em toda a estrutura de serviços, logística, fornecedores, tecnologia e qualificação profissional que pode surgir a partir desse novo cenário energético.

Nos corredores dos 117 mil metros quadrados de área total da ROG.e 2026, dos quais 22 mil metros quadrados são destinados exclusivamente a exposições espalhadas por 13 pavilhões internacionais com mais de 600 horas de conteúdo, a comitiva amapaense tenta costurar parcerias em um momento crucial de transição energética global. Enquanto especialistas discutem descarbonização, segurança energética e inovação, moradores de Macapá e do interior do Estado observam de perto as promessas de empregabilidade.

Para a população local, que há décadas lida com desafios estruturais de saneamento e custo de vida, a promessa de uma economia impulsionada pelo petróleo e gás traz expectativas mistas de progresso e a cobrança por responsabilidade socioambiental. Estamos construindo uma posição estratégica para o Amapá, pondera Wandenberg Pitaluga. Quando empresas e investidores discutem a expansão da fronteira energética brasileira, queremos que o nosso Estado esteja entre os primeiros lugares considerados, e a ROG.e é uma oportunidade para transformar a visibilidade em relacionamento e relacionamento em negócios, conclui o presidente, enquanto o Estado busca consolidar seu lugar no mapa geopolítico e energético do Brasil.




