BOLEIROS

Macapá (AP) — Sexta-feira, 17 de julho de 2026


Pressionado após estreia ruim, Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia buscando reabilitação no Mundial

Sob o comando de Carlo Ancelotti e sem o lesionado Neymar, a equipe canarinho tenta manter o retrospecto histórico amplamente favorável diante dos haitianos para acalmar os torcedores

Mesmo lesionado e sem condições de jogo, Neymar participa da atividade com o grupo e exerce papel de liderança para motivar os companheiros após a estreia frustrante na Copa do Mundo — Foto: Reprodução/CazéTV

DA REDAÇÃO
Macapá, AP
19/06/2026 | 10h56

Após uma estreia frustrante na Copa do Mundo com o empate por 1 a 1 contra o Marrocos, a Seleção Brasileira masculina de futebol volta a campo nesta sexta-feira (19), às 22h (de Brasília), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C, pressionada a vencer e a apresentar um desempenho convincente para recuperar a confiança da torcida e se reabilitar no torneio.


CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis, Macapá – AP

A igualdade no placar na primeira rodada somou apenas um ponto para os comandados de Carlo Ancelotti e deixou evidente a necessidade de ajustes rápidos. A exibição abaixo do esperado acendeu o sinal de alerta, transformando o confronto diante dos haitianos em um divisor de águas precoce na caminhada rumo ao título mundial. No momento, o Grupo C é liderado pela Escócia, que venceu o Haiti por 1 a 0 na estreia e enfrenta o Marrocos também nesta sexta-feira, às 19h, abrindo a rodada da chave.

Se o presente imediato carrega a tensão da cobrança por resultados, o retrovisor histórico serve como um elemento de calmaria para os brasileiros. O retrospecto aponta um amplo favoritismo canarinho: são três jogos e três goleadas expressivas na história do confronto, com impressionantes 17 gols marcados e apenas um sofrido. O primeiro encontro ocorreu em abril de 1974, em um amistoso em Brasília que terminou em 4 a 0, com gols de lendas como Paulo Cézar Caju, Rivelino, Marinho Chagas e Edu. Trinta anos mais tarde, em agosto de 2004, o histórico “Jogo da Paz” em Porto Príncipe celebrou a liberdade do povo haitiano com um sonoro 6 a 0, noite em que Ronaldinho Gaúcho brilhou ao balançar as redes três vezes, acompanhado por Roger e Nilmar.

O embate mais recente e oficial aconteceu em junho de 2016, justamente em solo americano, pela Copa América Centenário. Naquela ocasião, o Brasil aplicou um 7 a 1, comandado por um “hat-trick” de Philippe Coutinho, além de gols de Renato Augusto, Gabigol e Lucas Lima. Curiosamente, a partida de dez anos atrás conecta o passado ao presente da Seleção. Do grupo atual comandado por Ancelotti, cinco atletas vivenciaram aquela goleada nos Estados Unidos: o goleiro Alisson, o lateral Douglas Santos, o zagueiro Marquinhos e os volantes Fabinho e Casemiro.

Apesar da disparidade histórica, o clima no vestiário brasileiro é de respeito mútuo e foco na evolução coletiva. Mantendo o mistério que adotou na estreia, quando revelou a escalação aos atletas apenas minutos antes de subirem ao gramado, Ancelotti evitou dar pistas claras sobre a formação inicial, mas sugeriu que alterações podem acontecer para destravar o futebol da equipe. “Não começamos como a gente esperava, mas é só o começo. Vamos buscar o equilíbrio para agredirmos mais nosso adversário”, ponderou o comandante italiano, ciente de que o volume ofensivo precisa aumentar.

A provável formação da equipe canarinho deve ter Alisson no gol; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães (ou Léo Pereira) e Douglas Santos na linha defensiva; Casemiro (ou Fabinho) e Bruno Guimarães no meio-campo; e um quarteto de ataque formado por Luiz Henrique, Raphinha, Igor Thiago (ou Matheus Cunha) e Vinicius Jr. A principal ausência confirmada é a do atacante Neymar Jr., que não viajou com a delegação para a Filadélfia.

Do outro lado, o Haiti enxerga o duelo como a grande oportunidade da sua história no torneio. Mesmo reconhecendo a superioridade técnica do rival, o técnico Sebastião Migné demonstrou otimismo e sinalizou que não pretende apenas se defender na Filadélfia. O treinador vai repetir a base tática que enfrentou a Escócia, depositando suas fichas na velocidade e no poder de decisão do atacante Wilson Izidor, principal estrela da equipe. “Nós temos que ter ousadia, mas logicamente sem abrirmos mão da nossa eficiência tática”, destacou Migné, indicando que a estratégia haitiana passa por explorar os contra-ataques e a instabilidade emocional do Brasil.

CLIQUE NO BANNER

A equipe caribenha deve ir a campo com Johnny Placide; Carlens Arcus, Ricardo Ade, Hannes Delcroix e Martin Experience; Ruben Providence, Bellegarde, Jean Jacques e Don Deedsonr; Frantzdy Pierrot e Wilson Isidor. O trio de arbitragem espanhol liderado por Alejandro José Hernández, com auxílio de José Enrique Naranjo Pérez e Diego Sánchez Rojo, terá a responsabilidade de mediar o confronto decisivo.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.