TECNOLOGIA

Mais da metade dos brasileiros lidam diariamente com internet lenta e instável, aponta levantamento

Três em cada quatro brasileiros residentes nas regiões Norte ou Nordeste acessam internet de má qualidade— Foto: Divulgação

Com base em nove indicadores, estudo aponta que 57% dos usuários de internet no Brasil têm condições insatisfatórios de conectividade; piores índices são mais comuns no Norte e no Nordeste

Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), destrinchou o cenário de conexão de internet no País. De acordo com o estudo, chamado “Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil”, houve uma alta no número de pessoas que acessam a internet no Brasil: agora, 84% da população têm internet em casa ou em algum dispositivo móvel e acessam a web pelo menos uma vez ao dia.

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Mas apenas uma pequena fatia tem nas mãos uma internet que é considerada pelo órgão como satisfatória, ou seja, que atende a critérios como velocidade similar ao 4G, dispositivo inteligente, conexão fixa e frequência de uso.
Foram considerados no estudo algumas variáveis para construir um placar de 0 a 9, onde quanto mais perto de 9 maior a qualidade da conexão. Nessa relação, cerca de 57% da população se encontra na faixa mais baixa da pesquisa, com pior qualidade de rede. Aproximadamente 20% estão na faixa intermediária e apenas 22% estão na parcela considerada adequada.
“A complexidade do cenário atual, marcado por rápidos avanços tecnológicos, têm exigido um alargamento da compreensão sobre inclusão digital. Considerar o nível de conectividade de um país pela quantidade de usuários de Internet entre seus habitantes não é mais suficiente. Os debates mais recentes no Brasil e no exterior sobre a questão enfatizam a necessidade de pensar na conectividade de maneira abrangente”, destaca Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br/NIC.br.

Apesar de ainda não significar uma melhora expressiva, os índices encontrados no estudo são um avanço em relação a anos anteriores. A análise retrospectiva identificou uma redução na diferença entre os dois extremos presentes no estudo. Em 2017, por exemplo, apenas 10% da população tinha uma internet considerada de qualidade.

“Esse quadro sugere uma tendência positiva, mas ainda que tenha sido detectada uma melhora progressiva, é preciso celeridade para reduzir as disparidades de conectividade no Brasil, que são reflexo direto das desigualdades que marcam a estrutura social do país”, alerta Graziela Castello, coordenadora de estudos setoriais no Cetic.br e responsável pelo levantamento.

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