Quadrilha teria desviado mais de R$ 40 milhões da educação pública no Amapá

Aproximadamente onze integrantes, entre os quais antigos proeminentes do governo Waldez Góes à época e da Assembleia Legislativa, aparecem nas investigações como beneficiários do maior esquema de malversação, peculato e corrupção montado e operado dos subterrâneos do executivo amapaense

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 11 pessoas pelo desvio de mais de R$ 40 milhões de recursos públicos federais destinados à Educação no Amapá. Entre os acusados estão o ex-deputado federal Marcos Reátegui e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá Moisés Souza. O esquema, ocorrido entre 2010 e 2014, envolveu fraude em licitação para contratação de vigilantes para escolas, com superfaturamento do valor do contrato e “vigilantes fantasmas”. A ação foi protocolada na Justiça Federal na segunda-feira (11).

Em agosto de 2010, a Secretaria de Educação do Amapá (SEED) celebrou contrato com a empresa LMS Vigilância e Segurança Privada Ltda para o fornecimento do serviço de vigilância para escolas no Estado. As investigações demonstraram que, após uma licitação conturbada desde 2007, com impugnações e medidas judiciais, o processo foi finalizado em 2010 com valores superfaturados. Na ação, o MPF denuncia também o ex-secretário de educação Doriedson Costa e o pregoeiro Marcus Vinícius de Sousa, por envolvimento na contratação fraudulenta.

São acusados, ainda, os sócios da empresa, Luciano Marba, Lílian Marba, Admar Barbosa e Antônio Anaranci Vasques, além do advogado da LMS Waldenes Barbosa. Embora os irmãos Marcos Reátegui e Moisés Souza não constem na documentação formal da LMS, as investigações – depoimentos, análises telefônicas e financeiras – demonstraram que os dois eram sócios ocultos da empresa de vigilância e participaram ativamente do esquema.


LITERATURA DA AMAZÔNIA

Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.

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Além do superfaturamento, ficou comprovado o uso de “vigilantes fantasmas”. A empresa informava um número de empregados muito superior ao que efetivamente mantinha de vigilantes contratados. Conforme oitivas de testemunhas na Polícia Federal (PF), diversos postos de vigilância não eram ocupados. Com isso, a empresa recebia o pagamento sem a devida prestação do serviço.
Os depoimentos apontaram outras irregularidades na gestão dos postos de trabalho de vigilância na SEED. Entre elas, a presença de apenas um vigilante no período noturno, embora a contratação tenha sido feita para que dois vigilantes assumissem o posto durante a noite. Foi também identificado que era comum um vigilante ser remanejado pela empresa para outro posto de trabalho, como para casas noturnas ou estabelecimentos particulares.
Outros denunciados são Edhisa Tork, mulher de Marcos Reátegui, e Mário Fáscio, sócio-administrador da empresa Sanecir Ltda. As investigações demonstraram o uso irregular de crédito da empresa Sanecir para aumentar o capital social da LMS e validar a participação da empresa na licitação. O crédito, de mais de R$ 3 milhões, cobrados do Estado do Amapá pela empresa Sanecir, tiveram a influência de Marcos Reátegui, enquanto ocupava o cargo de procurador-geral do Estado, para homologação. Sobre esse fato, tramita na Justiça do Amapá ação penal proposta pelo Ministério Público do Estado.

Recebida a denúncia pela Justiça Federal, os envolvidos vão responder, na medida de suas responsabilidades, por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato, que é o desvio de recursos públicos. O MPF pede, ainda, a condenação dos denunciados ao ressarcimento de mais de R$ 40 milhões correspondentes aos danos causados aos cofres públicos.



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3 comentários em “Quadrilha teria desviado mais de R$ 40 milhões da educação pública no Amapá

  1. Esse GOVERNO já vem sendo investigado há longos e longos anos e nada acontece , pois o roubo somente aumenta juntamente com a sua corja de larápios.

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