Tempestade solar coloca cientistas de vários países em estado de tensão ao redor do mundo

Quase oito bilhões de terráqueos não souberam da tempestade solar ocorrida na segunda-feira, 11 de outubro, acompanhada com atenção e tensão por cientistas de vários países

Astrônomos amanheceram a segunda-feira, 11 de outubro, em polvorosa por conta de uma enorme explosão solar que poderia interromper as redes de energia, afetar as naves espaciais e destruir boa parte do sistema de comunicação em todo o planeta. Recentemente, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos havia emitido um relatório avisando sobre a possibilidade da ocorrência de uma tempestade geomagnética G2 moderada “devido à chegada antecipada de um CME (ejeção de massa coronal solar)”, destaca o documento.

Além da interrupção das redes de energia, outros efeitos da súbita tempestade no Sol, localizado a 93 milhões de milhas de distância, foram alarmes de tensão em latitudes mais altas, irregularidades de orientação em instrumentos de aeronaves e aumento do arrasto em orbitadores (orbitador é uma nave espacial orbital reutilizável do programa do ônibus espacial da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos) da Terra”, disse o Centro de Previsão do Tempo Espacial da NOAA (EUA).


LITERATURA AMAZÔNICA
O romance intitulado “Trezoitão”, de autoria do jornalista Emanoel Reis, está à venda na Loja Kindle. A história inicia com o assassinato de um deputado estadual, conhecido defensor de pequenos agricultores no interior do Pará. O autor do crime, codinome “Trezoitão”, é um matador de aluguel financiado por consórcio montado nos escaninhos do governo estadual, comandado pelo próprio governador. Ele é muito ligado ao latifúndio (pecuaristas, madeireiros, carvoeiros, grileiros). Toda a trama é ambientada nos Estados do Pará e Amapá. Quer saber mais sobre esta obra?


“Partículas energizadas do sol batem na atmosfera superior da Terra a velocidades de até 72 milhões de km/h, mas o campo magnético do nosso planeta nos protege do ataque. À medida que o campo magnético da Terra redireciona as partículas em direção ao Polo Norte, o processo dramático se transforma em um fenômeno atmosférico cinematográfico que deslumbra e fascina cientistas e observadores do cosmo”, assinala o site Space.com (trata-se de um website de notícias sobre o espaço e astronomia. Seu conteúdo é comumente direcionado para grandes companhias de mídia, incluindo CNN, MSNBC, Yahoo! e USA Today).

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Na tempestade que atingiu a Terra, foram milhões de toneladas de gás superaquecido disparados da superfície do Sol através de uma ejeção de massa coronal em direção ao Sistema Solar, em uma trajetória que incluiu nosso planeta. O perigo foi pequeno, mas há um certo “alerta amarelo” acionado para cientistas cientes de que o Sol já iniciou seu novo ciclo de 11 anos, e estará no máximo de sua atividade por volta de 2025.
Para evitar catástrofes em potencial, estudiosos investigam o Sol em busca dos segredos de sua mecânica para, assim, serem capazes de prever uma tempestade solar com alguns dias de antecedência. Isso daria às autoridades tempo para tomar providências de redução de danos. Mas países, como os EUA, já possuem uma estratégia elaborada para aumentar a conscientização sobre os perigos das enormes tempestades solares e avaliar os riscos que elas representam.

Mas o que poderia ser feito caso os cientistas consigam prever as grandes tempestades solares? Algumas medidas poderiam ser tomadas, como preparar empresas para o apagão e garantir que haja tempo hábil para fazer backup de sistemas. No Reino Unido, a National Grid está aumentando seu fornecimento de transformadores e realizando exercícios para que as equipes possam lidar com essas tempestades geomagnéticas. Por fim, desligar os satélites e equipamentos eletrônicos por algumas horas poderia salvar muitos deles, senão todos.
Infelizmente, ainda há um grande número “de pessoas e empresas que pensam que o clima espacial é ficção de Hollywood”, de acordo com Caitlin Durkovich, assistente especial do presidente Joe Biden e diretora sênior de resiliência e resposta do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, durante uma palestra em uma conferência sobre o clima solar no mês passado.
Já William Murtagh, diretor do Centro de Previsão do Clima Espacial dos EUA, lembra que “nossa capacidade de compreender e prever o ciclo solar ainda é muito limitada” e isso torna ainda mais importante o investimento na ciência. As tempestades solares podem não ser um grande perigo iminente, mas, quanto antes aprendermos a lidar com elas, melhor.

Edição: Emanoel Reis


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