Contra Bolsonaro, Moro ganha fácil. Disputa entre Lula e Moro é imprevisível, dizem militares
Por Vicente Nunes
Lideranças das Forças Armadas estão trabalhando em cenários eleitorais para tentar antecipar os resultados da disputa pela Presidência da República em 2022. A percepção deles é a de que Lula está garantido no segundo turno, pois boa parte de seus votos estão consolidados. É muito difícil, por exemplo, ver uma sangria de Lula como a que ocorreu com Marina Silva em 2014, vítima de fake news do PT e do PSDB.

Portanto, no entender dos militares, o mais provável é que o segundo turno das eleições se dê entre o ex-juiz Sergio Moro e Lula, cujo resultado é imprevisível. Já numa hipótese remotíssima de Lula ficar pelo meio do caminho e o embate for entre Moro e Bolsonaro, a vitória será do ex-juiz, com folga.
Ciente desse quadro, Bolsonaro, segundo militares, está se “borrando” de medo de Moro. Pesquisas internas do Palácio do Planalto mostram o ex-ministro da Justiça em ascensão e tirando apoio do presidente. Assessores do presidente disseminam, porém, a informação de que o teto do ex-juiz é de 18% dos votos.
LITERATURA AMAZÔNICA
Está disponível em e-book na Loja Kindle o livro “Trivial Cotidiano – Crônicas do Caos Sem Fim”, de autoria do Jornalista e Teólogo Emanoel Reis. A obra reúne crônicas versadas sobre assuntos variados, construídos a partir de episódios corriqueiros catalogados pelo autor ao longo de cinco anos de observações. O desafio, segundo afirma, é extrair lições de vida de qualquer cenário ou acontecimento aparentemente insignificante, como uma trombada na coluna interna de uma agência bancária ou um tropeção em cacos de tijolos dispersos sobre uma calçada.
A desidratação de Bolsonaro ficará mais clara, no entender dos militares, a partir do ano que vem, com a deterioração da economia. Esse será o tema decisivo das eleições. Especialistas preveem que o Brasil pode mergulhar na recessão, com inflação alta, juros acima de dois dígitos, desemprego alarmante e pobreza em expansão.
Nem mesmo o pagamento do Auxílio Brasil, de R$ 400, será suficiente para reverter a perda de apoio de Bolsonaro. Não será surpresa, inclusive, se Moro começar a centrar seu discurso nas questões econômicas neste momento para confrontar Bolsonaro e direcionar a questão de corrupção em relação a Lula quando o atual presidente já estiver com a língua de fora.

Bolsonaro tem “medo” de enfrentar Moro no segundo turno, dizem militares
Integrantes do mais alto escalão das Forças Armadas dizem, textualmente, que o presidente Jair Bolsonaro está se “borrando” de medo da candidatura do ex-juiz Sergio Moro à Presidência da República. A percepção no entorno do presidente é a de que Moro tem força suficiente para tirá-lo do segundo turno das eleições de 2022.
Segundo militares, o Palácio do Planalto está dizendo que o teto de Moro nas intenções de votos é de 18%. Mas, ao espalhar essa informação, assessores de Bolsonaro admitem que o ex-juiz pode ir muito além. E os votos que ele captar serão, na maioria, de Bolsonaro, não de Lula, cujos eleitores abominam Moro.
Foi montada uma força-tarefa no entorno do presidente para encontrar estratégias a fim de conter o crescimento de Moro nas pesquisas — alguns levantamentos já mostram o ex-ministro da Justiça com 13% da preferência do eleitorado. A percepção é de que, a partir do momento em que Bolsonaro aparecer com menos de 20% dos votos, será ladeira abaixo.
Para os militares, o maior culpado pela grande rejeição a Bolsonaro é o próprio presidente, que escolheu o caminho errado desde que se sentou na principal cadeira do Planalto. E a reeleição dele será atropelada pela economia, por causa das medidas eleitoreiras que ele tomou e tomará para tentar reconquistar o eleitorado.

Edição: Emanoel Reis
Cadastre seu e-mail no AMAZÔNIA VIA AMAPÁ para receber atualizações diárias com as últimas notícias da AMAZÔNIA e do AMAPÁ
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
