Dados do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, apontam os Estados Unidos com mais de 1 milhão de infectados em apenas um dia
O mundo registrou um recorde de 2,4 milhões de novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, impulsionado pelos Estados Unidos, que pela primeira vez desde o início da pandemia tiveram mais de 1 milhão de infectados em apenas um dia (1,08 milhão). Foi também a primeira vez que o mundo registrou mais de 2 milhões de novos casos (o recorde anterior havia sido registrado em 30 de dezembro de 2021, quando foram contabilizados 1,95 milhão).

Apesar da explosão no número de infectados devido à variante Ômicron do novo coronavírus, que é altamente contagiosa, o número de mortes segue em queda. Com o avanço da vacinação contra a covid-19 pelo mundo, a média de óbitos nos últimos sete dias caiu abaixo de seis mil pela primeira vez desde outubro de 2020. O recorde de mortes em 24 horas no mundo segue sendo de 20 de janeiro de 2020: 18.062.
A Ômicron, mais contagiosa, foi responsável pela maioria dos 10,1 milhões de casos contabilizados entre 26 de dezembro e 3 de janeiro, contra 5,25 milhões na semana entre 19 e 25 de dezembro. O recorde semanal anterior de toda a pandemia, registrado no fim de abril do ano passado, era de 5,79 milhões, quase a metade do número atual.
Pessoas não vacinadas estão no topo das internações hospitalares
Essa mudança tem levado médicos a sugerirem uma mudança no critério de avaliação da pandemia: observar hospitalizações em vez de casos.
O infectologista assessor do governo dos EUA, Anthony Fauci, observou que o risco de colapso que a nova variante representa em conjunto com a Delta aos hospitais deve preocupar mais do que os recordes de infecções registrados a cada dia.
À medida que você avança e as infecções se tornam menos graves, é muito mais relevante focar nas hospitalizações em vez do número total de casos
— Anthony Fauci/Infectologista
Sua fala se soma com a de diversos outros especialistas em doenças infecciosas que veem com cautela os “tsunamis” de casos. Recentemente, uma média de mais de 401.200 casos foram relatados todos os dias nos Estados Unidos, triplicando em relação à segunda quinzena de dezembro de 2021.
LITERATURA AMAZÔNICA
O romance intitulado “Trezoitão”, de autoria do jornalista Emanoel Reis, está à venda na Loja Kindle. A história inicia com o assassinato de um deputado estadual, conhecido defensor de pequenos agricultores no interior do Pará. O autor do crime, codinome “Trezoitão”, é um matador de aluguel financiado por consórcio montado nos escaninhos do governo estadual, comandado pelo próprio governador. Ele é muito ligado ao latifúndio (pecuaristas, madeireiros, carvoeiros, grileiros). Toda a trama é ambientada nos Estados do Pará e Amapá. Quer saber mais sobre esta obra?

Os Estados Unidos registraram mais de um milhão de casos diários de covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia, conforme dados da plataforma de monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O total de 1.083 948 é quase o dobro do recorde anterior de cerca de 590 mil casos estabelecido no dia 1º de janeiro.
Segundo as autoridades de saúde, atualmente há 103 mil pessoas internadas por conta da doença no país, o maior número em quatro meses.
As hospitalizações ocorrem principalmente entre pessoas não vacinadas. De acordo com os dados mais recentes do Centro de Controle de Doenças, até novembro, as taxas de internações eram oito vezes maiores para adultos não imunizados e cerca de dez vezes maiores para crianças com idades entre 12 e 17 anos que não tomaram as doses contra o coronavírus.
No dia 4 de janeiro, o presidente Joe Biden e a vice Kamala Harris se reuniram com a equipe de enfrentamento ao coronavírus da Casa Branca para discutir um novo plano de ação no país.
Retorno às aulas após festas de fim ano passa por nova avaliação
O cenário com mais infecções mudou os planos de distritos escolares dos EUA que programavam o retorno dos alunos para as aulas, após as festas de fim de ano. Em alguns Estados, as aulas vão começar de forma remota, outros vão exigir dos estudantes comprovante de vacinação e até teste com resultado negativo para a covid-19.

Milhares de escolas nos EUA adiaram o retorno após as festas de fim de ano, ou optaram pelo ensino remoto.
Mesmo com o aumento de infecções, no entanto, certas regiões decidiram manter os planos de reabertura, como a cidade de Nova York, fortemente impactada pelo atual surto e onde 1 a cada 3 testes realizados deram positivo para coronavírus, segundo dados divulgados no começo de janeiro de 2022.
As escolas de Arlington, no Estado de Massachusetts, por exemplo, mantiveram o ensino presencial, optando por liberar os alunos mais cedo, além de realizar testes por grupos de funcionários e estudantes.
O governador Charlie Baker, que foi pessoalmente cumprimentar quem chegava à escola Saltonstall, em Salem, viu como um sucesso que a maioria dos estabelecimentos de ensino do Estado estavam abertos para o ensino presencial. “Houve todo o tipo de conversa na última semana sobre como a escola não abriria em Massachusetts hoje”, contou, em entrevista coletiva. “As escolas abriram.”
O Estado rejeitou pedidos da Associação de Professores de Massachusetts para manter as escolas fechadas para focar na testagem de funcionários. Desde o fim de dezembro de 2021, o número de casos aumentou 137% no Estado.


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