Valdemar Costa Neto está preocupado com influência de Carlos Bolsonaro na campanha do pai, diz jornalista

O dirigente partidário estaria preocupado que as atuações do filho de Bolsonaro reverberem na disputa pelo Planalto

Valdemar Costa Neto, presidente do partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), teria manifestado preocupação ao chefe do Executivo sobre a postura do filho 02 de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), durante o processo eleitoral de 2022.
De acordo com o jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, o líder partidário quer que o presidente controle eventuais atuações do filho para que estas não reverberem na campanha de Bolsonaro ao Planalto.

Valdemar teria pedido ao presidente que atue para que Carlos não afete a campanha presidencial com ataques ao Judiciário, que tornaram-se comuns nas suas redes sociais.
O intuito do dirigente é que possíveis danos não se estendam ao próprio Bolsonaro e a outros candidatos do partido que disputarão cargos eletivos neste ano.

Valdemar Costa Neto faz alerta a Bolsonaro sobre o filho Carlos

Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto fez um alerta ao presidente Jair Bolsonaro sobre a postura do vereador Carlos Bolsonaro na campanha eleitoral deste ano.
Em uma conversa recente, Valdemar pediu ao presidente da República que interceda para que o filho 02 tenha uma postura menos beligerante, sobretudo em relação a integrantes do Judiciário.
Segundo aliados, Valdemar quer evitar que possíveis ataques de Carlos a ministros de Cortes superiores respinguem não só no vereador, como na própria campanha de Bolsonaro.
Entre lideranças do Centrão, há quem tema que, se continuar atacando ministros do STF, Carlos acabe sendo preso. Principalmente se o pai não se reeleger ao Planalto.

— Igor Gadelha/Metrópoles

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Quem é o ‘filho 02’, o polêmico gestor das redes sociais de Bolsonaro

Ridicularizado por erro, Carlos Bolsonaro culpa 'geração Paulo Freire'
Carlos Bolsonaro “gerencia” as redes sociais do pai, presidente da República, como se estivesse num campo de batalha

Por João Fellet/Da BBC News Brasil 

Segundo filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), chamado pelo pai de “zero dois”, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) passou a infância entre membros das Forças Armadas.
Ele nasceu em 1982 em Resende (RJ), sede da Academia Militar das Agulhas Negras, onde seu pai se formara oficial do Exército. Anos depois, viu Bolsonaro projetar-se politicamente graças ao apoio de militares.
Mas diferentemente dos filhos de oficiais com que brincavam na infância, Carlos e seus irmãos Flávio e Eduardo jamais conseguiram estudar em colégios militares.
Numa de suas raras entrevistas, concedida ao canal da jornalista Leda Nagle no YouTube em março, Carlos disse que oficiais de alta patente barraram o acesso do trio a escolas das Forças Armadas.
“Os ministros (militares) da época dificultaram que isso acontecesse”, afirmou, sem explicar como isso teria ocorrido.
O gesto, segundo ele, seria uma represália a Bolsonaro, que desagradara seus superiores ao pleitear publicamente melhores salários. A postura custou processos disciplinares ao então capitão e acelerou sua passagem para a reserva, em 1988.
Segundo o vereador, o episódio não gerou ressentimentos. “De dez anos para cá, as rusgas do passado foram superadas.”
Mas isso não impediu Carlos de voltar os canhões para generais do alto escalão do governo após seu pai se tornar o primeiro militar a presidir o Brasil desde o fim da ditadura (1964-1985), criando um dos maiores focos de atrito na gestão até agora.
Os ataques são empreendidos pelas redes sociais, onde Carlos atua como assessor informal do pai há vários anos e ganhou o apelido de “pitbull”.

Atualmente, Carlos Bolsonaro usa as redes sociais para atacar Lula

Por Caíque Alencar

Líder das mobilizações virtuais de bolsonaristas e o principal administrador dos perfis do pai nas redes sociais, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) passou a ter um novo alvo preferido para insuflar os seus seguidores: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o petista fazendo aparições já em ritmo de campanha para 2022 e liderando as pesquisas eleitorais, o lho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro intensi cou nos últimos meses os ataques ao principal adversário do pai na corrida ao Palácio do Planalto. Só entre segunda-feira e esta quarta-feira, foram cinco posts no Twitter relacionados ao petista (de um total de nove).
Com um arsenal de vídeos e fotos em tom crítico ao ex-presidente – e muitas vezes tirados de contexto –, Carlos dobra a aposta na radicalização, utilizando temas caros ao bolsonarismo para gerar engajamento na base apoiadora de Bolsonaro. Entre as publicações feitas pelo vereador estão mensagens associando o ex-presidente a integrantes da CPI da Pandemia, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL), em uma tentativa também de descredibilizar o órgão colegiado – em um dos posts, o filho do presidente reproduz manchete que diz que “se eleito, Lula sonha com Renan no comando do Senado”.
Conhecedor do tipo de assunto que viraliza entre seus seguidores, Carlos também aposta rotineiramente em temas relacionados à segurança. Um dos vídeos que o vereador utilizou mais de uma vez, por exemplo, é de um em que Lula fala sobre a prisão de adolescentes que roubam celulares, mas com um recorte que sugere que o ex-presidente traria mais impunidade ao país. Nesse vídeo, Lula fala em abusos cometidos pela polícia – os militares são tradicionais apoiadores de Bolsonaro.
Um dos últimos assuntos em que Carlos aproveitou para atacar o ex- presidente foi o episódio envolvendo o chavista Hugo Carvajal, ex-chefe do serviço militar de inteligência da Venezuela. Em documento entregue a Justiça da Espanha, “El Pollo”, como é conhecido, admitiu ter nanciado ilegalmente movimentos políticos de
esquerda na América Latina e na Europa. Entre os bene ciários estariam Lula, mas também Néstor Kirchner na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Fernando Lugo no Paraguai, Ollanta Humala no Peru, Zelaya em Honduras, Gustavo Petro na Colômbia, Movimento Cinco Estrela na Itália e Podemos na Espanha.
Recentemente, ele postou comparações de iniciativas da gestão do pai, como o envio de projetos de privatizações, desregulamentações e cortes de cargos de con ança com o inchaço da máquina e dos gastos públicos promovido pela gestão do petista.
O aumento das críticas a Lula ocorre em um momento em que Bolsonaro se encontra no olho do furacão, com a CPI da Pandemia em seu encalço com um relatório que o indicia por dezenas de crimes e pesquisas de opinião mostrando o presidente com di culdades de se aproximar de Lula nas intenções de voto. Pesquisa Datafolha feita entre 13 e 15 de setembro mostrou o ex-presidente com 44% das intenções de voto nas respostas estimuladas e únicas – Bolsonaro cou com 26%. Na simulação de segundo turno, o atual presidente teria 36% contra 56% do petista.




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