Anos 1950. O cenário era de crise política. O Amapá vivia um período de estagnação, perto da falência econômica, gastando em bens de consumo e custeio, e sem produzir quase nada. Mais de 50 anos depois, pouco mudou. Foi nesse ambiente de desencanto que Elfredo Távora Gonsalves, junto com alguns amigos, resolveu editar um jornal para dar oportunidade de voz a todos. Impresso em Belém, pois não havia tipografia em Macapá, nascia O Combatente. Após três edições bem-sucedidas, o jornal teve que alterar uma publicação por conta da pressão sofrida, contrapondo-se à oposição. Por conta disso, O Combatente deixou de circular. Elfredo e seus apoiadores, porém, não desistiram, e compraram uma velha máquina Minerva, com poucos recursos, uma fonte 12 e usando papel de embrulhar pão. Em maio de 1959, foi lançada a primeira edição da “Folha do Povo”, tendo Elfredo Távora Gonsalves como diretor responsável e Amaury Faria como redator-chefe.

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