Para especialistas, evitar o desperdício de recursos passa por melhorar a distribuição dos médicos, fazer parcerias público-privadas (PPPs), dentre outras medidas
A saúde tem um dos orçamentos mais significativos do governo brasileiro (R$ 304 bilhões para os três níveis de governo em 2019, R$ 128 bilhões só para o governo federal em 2019). No entanto, ainda há muito a ser feito para aumentar a qualidade dos serviços prestados. Necessidades de financiamento para a adequada manutenção do sistema não faltam. Uma das reclamações recorrentes dos prestadores de serviços, gestores e parlamentares é a falta de atualização da tabela SUS, o instrumento que regula as transferências do governo federal para os Estados e municípios. Com valores sem reajuste há anos, a lista estabelece baixa remuneração para a maioria dos mais de cinco mil procedimentos realizados pelo SUS.

Segundo um estudo publicado por Rudi Rocha, diretor de pesquisa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), e colegas na revista Health Economics, o Brasil tem um dos maiores gastos nacionais de saúde em relação ao PIB, em comparação a outras nações da América Latina. No entanto, ele continua perto de três pontos porcentuais abaixo da média na comparação com os países de alta renda. A diferença é que, no Brasil, o gasto público em saúde é mais baixo que nas nações ricas.
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