
Há décadas controlado pela família Capiberibe, o PSB Amapá registra em 2022 um de seus piores desempenhos nas urnas. Nenhum de seus postulantes a cargos eletivos, a exemplo do presidente estadual do partido, João Capiberibe, que disputou o Senado, obteve sucesso nas urnas.
Além dos insucessos eleitorais nos Estados, dentre os quais o Amapá, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) também registra redução significativa na Câmara dos Deputados, tornando-se a segunda maior. Regrediu em dez deputados: de 24 para 14. O número de deputados federais é crucial no jogo político brasileiro. Não apenas pela força que traduz na Câmara, mas também porque o tamanho da bancada é referência para a distribuição de verbas públicas às agremiações. Recursos de fundo partidário e fundo eleitoral são distribuídos de acordo com, entre outros critérios, o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara.

O vice-líder do PSB na Câmara, deputado Heitor Schuch (RS), disse lamentar a decisão do PSB de indicar a disputas majoritárias representantes do partido que foram a combates arriscados e agora, derrotados nas urnas, ficarão sem mandato a partir do próximo ano. São os casos de Marcelo Freixo (RJ) e Danilo Cabral (PE), ambos deputados federais que concorreram ao governo, e Alessandro Molon (RJ), também deputado federal, mas derrotado na disputa por uma vaga no Senado, e do deputado federal Camilo Capiberibe, no Amapá, que não retorna em 2023.


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