Pistolagem sacrifica na Amazônia outro defensor de trabalhadores rurais. “Cacheado” levou três tiros

Líder popular em Araguatins, o agricultor foi executado por matadores de gente enquanto dormia em sua casa ao lado da namorada

O corpo do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) Raimundo Nonato Silva Oliveira, de 46 anos, foi enterrado em Araguatins, na região do Bico do Papagaio. O velório aconteceu em sua casa, na Vila Cidinha durante todo o dia.
Cacheado, como era conhecido na região, foi assassinado na madrugada de terça-feira (13). Três homens encapuzados invadiram a casa enquanto a vítima dormia com a namorada e abriram fogo. O líder não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O crime está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins.

Parentes e amigos se despediram de Raimundo Nonato, enterrado no cemitério municipal. Natural de Barra do Corda (MA), ele era muito conhecido na região do extremo-norte do estado. Sua militância em defesa da habitação popular começou bem cedo, quando perdeu o pai também assassinado por pistoleiros.
Segundo o agente da Pastoral da Terra Edmundo Rodrigues Costa, Raimundo sofreu outro atentado há 12 anos. Na época, ele foi baleado quando liderava o acampamento Alto da Paz, na fazenda Santa Hilário. O agente relatou que a vítima sofreu várias ameaças e até precisou ir para outros estados para se esconder.


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A Defensoria Pública informou que as ameaças à vida de Raimundo ocorreram entre os anos de 2000 e 2015.
Nas redes sociais, perfis do MST nacional e regional lamentaram a morte do militante e cobram das autoridades que o crime seja solucionado.
“O MST exige justiça para Cacheado, que seus assassinos e mandantes sejam identificados, detidos e julgados, para evitar mais assassinatos no campo! Lutar não é crime! Basta de violência no campo!”, diz trecho da postagem lamentando a perda do integrante do movimento.




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