Aldo Rebelo critica excesso de subserviência do governo Lula às potências mundiais. “O Brasil caiu numa armadilha diplomática”, diz ele

O ex-ministro da Defesa criticou com veemência a política de servilismo aos países ricos / Foto: Reprodução

Aldo Rebelo criticou a agenda ambiental que ele considera imposta à Amazônia pelos países ricos. Para Rebelo, essa agenda impede o desenvolvimento da região

Ao comentar a visita do chanceler alemão, Olaf Scholz, ao Brasil, o ex-ministro apontou uma “armadilha diplomática” na ideia de que a proteção ambiental conflita com o desenvolvimento econômico. “Nós fomos cedendo e, pouco a pouco, o Brasil aceitou a questão do meio-ambiente sem o direito ao desenvolvimento, o que nos coloca em uma armadilha aqui, na Amazônia, onde você tem 23 milhões de brasileiros, mais do que a população do Paraguai e Uruguai somadas, sem perspectivas”, disse.

O ex-ministro do governo Dilma Rousseff pontuou ainda que a Alemanha tem interesses próprios no que diz respeito à região, mas que os alemães fazem exigências ambientais ao Brasil que nem eles próprios conseguem cumprir.
“É preciso que os interesses do Brasil também sejam considerados. (…) Eles querem usar o pior combustível fóssil, o qual é o carvão, e querem aqui fazer exigências ambientais que eles não têm correspondência no próprio país”, criticou.


LITERATURA DA AMAZÔNIA

“TREZOITÃO – O latifúndio é implacável” é um romance político sobre jornalistas, policiais, pistoleiros, ativistas ambientais e militantes políticos na Amazônia. É ambientado em Belém (PA) e Macapá (AP).
Quer saber mais?
Compre este livro pagando R$ 25,00 pelo PIX, chave metacomap@outlook.com
e o receba no WhatsApp ou no seu e-mail. Ou, compre na Loja Kindle, acessando o link
https://www.amazon.com.br/dp/B08LBSLGDD:

FICHA TÉCNICA DO E-BOOK
Autor: Emanoel Reis
Jornalista, Publicitário e Teólogo
Macapá – Amapá
Editora: MetaCom
Formato: 15 X 21 cm
N° de páginas: 280
E-mail: emanoelreis50@yahoo.com.br
Site: metacomsite.wordpress.com

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA

O Brasil precisa explicar a Amazônia, em primeiro lugar, para o próprio Brasil, principalmente do Sul e do Sudeste, que só conhecem a Amazônia por narrativas unilaterais e interesseiras. E também explicar a Amazônia para o mundo, porque a agenda da Amazônia foi reduzida a dois itens: desmatamento e queimada. A sociedade na Amazônia, o drama dos indígenas, o drama dos ribeirinhos, a sobrevivência de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, os 600 mil estudantes universitários,, os 300 mil estudantes de escolas técnicas. Qual o futuro dessas pessoas?

— Aldo Rebelo

O drama de 23 milhões de amazônidas atravessa décadas sem grandes mudanças

Aldo Rebelo discorreu sobre a fronteira mineral na Amazônia, a biodiversidade, seus recursos naturais e afirma que “ninguém discute essa temática”. Para Rebelo, os alemães tem seus “interesse próprios, principalmente os políticos” sobre a Amazônia, lembrando que a multinacional alemã Siemens, por exemplo, está presente no Brasil há mais de 150 anos, ou seja, é mais velha do que a própria República.
Os alemães que falam em combater o desmatamento e queimadas na Amazônia, alfineta o ex-ministro da Defesa do governo Dilma, são os mesmos que aumentaram o uso do “pior combustível fóssil, que é o carvão, mas agora querem fazer exigências ambientais ao Brasil que eles não têm correspondência em seu próprio país”.
Perguntado se o governo Lula vai ceder aos interesses alemães sobre a Amazônia, Aldo Rebelo repetiu que o Brasil caiu numa armadilha diplomática imposta pela nações mais ricas do mundo, que é separar temas que não deveriam ser separados quando se fala de Brasil e de Amazônia, que é desenvolvimento e meio ambiente.
“Você não pode discutir um sem o outro. O Brasil conseguiu fazer isso uma única vez, em 1972, na primeira conferência de meio ambiente, realizada em Estocolmo, quando os países ricos queriam só discutir meio ambiente e o nosso embaixador, Araújo Castro, que tinha sido ministro das Relações Exteriores do presidente João Goulart, mas que foi preservado pelos militares e virou embaixador na ONU e depois chefiou a nossa delegação nessa conferência, ele “não, o Brasil não vai discutir somente meio ambiente, porque o que vocês querem é o congelamento do poder mundial “.
O embaixador Araújo Castro dizia que esse congelamento do poder mundial era utilizar os recursos naturais disponíveis no planeta para quem já era desenvolvido em nome da proteção ao meio ambiente e vedar o acesso ao desenvolvimento aos países detentores desses recursos naturais, como a Amazônia.O Brasil, na época, não aceitou isso, mas depois, segundo Rebelo, “nós fomos cedendo e pouco a pouco o Brasil aceitou que a questão do meio ambiente fosse discutida sem o direito ao desenvolvimento”,
Ainda de acordo com o ex-ministro do governo petista, isso nos coloca numa armadilha na Amazônia, “onde você tem 23 milhões de brasileiros sem perspectivas, porque foi vai fazer o quê? Formar estudantes de engenharia, de agronomia, de veterinária, nas universidades da Amazônia para fazer o quê? Pra depois trabalhar abraçado numa castanheira? Se não tiver desenvolvimento não tem futuro para essa juventude. Ela vai ter que terminar um curso universitário, pedir uma passagem para o pai ou a mãe e ir embora da Amazônia, porque na Amazônia não temos a perspectiva do desenvolvimento, porque a agenda não permite”.


LITERATURA AMAZÔNICA

A VITÓRIA DA LEI – Federais X Corruptos” descortina os bastidores da operação que desmontou o maior esquema de corrupção no Amapá. É um livro-documento, com relatórios sigilosos das investigações realizadas pela PF nos meses que antecederam a OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS, e que resultou nas prisões de autoridades políticas, servidores públicos e empresários.
Quer saber mais?
Clique no link abaixo para comprar esta obra:




Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.