Professor do Departamento de Demografia da UFMG explica ocupação desordenada, complexa e violenta da Amazônia

Foto: Silene Oliveira

Foi no governo militar que realmente houve o início do processo de intensificação da ocupação, primeiro, via projetos de colonização agrícola, públicos e privados

Pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais, José Irineu Rangel Rigotti denuncia, em entrevista especial, que a Amazônia vem sofrendo uma pressão muito grande sobre a terra: grilagem, concentração fundiária e a própria expansão do agronegócio. Segundo ele, o pequeno produtor, as comunidades tradicionais e as populações indígenas são encurraladas pelo garimpo do ouro, mas também pela exploração ilegal de madeira, pelo desmatamento, queimadas. “Não se trata de pressão demográfica. Há uma preocupação, sim, com o núcleo da floresta, com a área de floresta propriamente dita. É difícil detectar uma tendência sem os dados censitários, mas é certo que ela passa por uma instabilidade. É preciso entender melhor o que acontece ali, o que é potencialmente muito grave, por se tratar do núcleo da floresta amazônica”, diz ele. E entende que seria preciso ter aprendido com o passado e não deixar que essa área seja ocupada da mesma forma predatória que outras foram.


CLIQUE NA IMAGEM ACIMA

Descubra mais sobre

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.