Habitantes da Terra Indígena Wajãpi começam a ser beneficiados com programa idealizado pela primeira-dama do Amapá

Priscilla Flores idealizou o “Mais Sorriso” que está em andamento em Pedra Branca do Amapari com 40 voluntários da entidade que atua na Amazônia Legal — Foto: Divulgação/Facebook

Os 40 profissionais da ONG Doutores da Amazônia atenderam 1,8 mil indígenas da aldeia Aramirã, em Pedra Branca do Amapari

Os 40 profissionais da ONG Doutores da Amazônia, que desembarcaram domingo à noite, em Macapá, já começaram os atendimentos na Terra Indígena Wajãpi, na Perimetral Norte, no município de Pedra Branca do Amapari, a 189 quilômetros de Macapá, marcando o início do Programa Mais Sorrisos, idealizado pela primeira-dama do Estado, Priscila Flores.
O trabalho em andamento é uma articulação do senador Randolfe Rodrigues (sem partido), com o governo Clécio Luís, e deve atender cerca de 1,8 mil indígenas com serviços especializados em saúde bucal e médica.

Na segunda-feira, 19, os voluntários da ong que já estão atuando na aldeia Aramirã, foram recebidos pelo governador do Estado no Salão Nobre do Palácio do Setentrião.
Conforme o presidente da entidade, Caio Eduardo Machado, os atendimentos odontológicos, assistência farmacêutica, ginecológica e pediátrica, exames laboratoriais, fisioterapia, psicologia, enfermagem e a entrega de óculos de grau têm um enorme significado quando é desenvolvido na terra indígena de um povo originário.
“Os Wajãpis estavam aqui muito antes de colonizadores chegarem e o próprio nome ‘Amapá’ tem essa identidade, são um dos povos que deram luz à existência dessa terra”, assinala ele.

O senador Randolfe Rodrigues garantiu o transporte, por meio da Força Aérea Brasileira, para que os profissionais e os equipamentos fossem trazidos ao Amapá

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Para Clécio Luís, a ação deixará um legado na saúde como um todo, sobretudo bucal e ocular, reforçando a mensagem de respeito aos povos indígenas e dos serviços que precisam chegar a todas as áreas do estado, e não somente aos grandes centros urbanos. “Queremos fazer chegar a todas as comunidades”, reforçou.
No entendimento de Priscila Flores, que também é cirurgiã-dentista e voluntária da ONG Doutores da Amazônia, a idealização do projeto só foi possível com parcerias imprescindíveis com o Dsei, Funai e Prefeitura de Pedra Branca.
Conforme Priscila, o Brasil possui tecnologia de alto nível, mas que ainda não é acessível a toda a população. “Assim, surgiu a ideia do programa Mais Sorrisos. A proposta é realizar atendimentos de média complexidade e odontologia de alto nível. Temos um equipamento que já escaneia a arcada dentária e manda para o equipamento que esculpe o dente na mesma hora”, explicou.

Líder Waijãpi celebra realização de ação em saúde para beneficiar indígenas

O professor Seki Waijãpi, líder na aldeia Aramirã, considerou o Programa Mais Sorrisos, capitaneado por Priscila Flores, como de extrema importância para “resolver as demanda há algum tempo represadas”, referindo-se à saúde dos habitantes da Terra Indígena Wajãpi. “Tem uma equipe da Sesai que faz, mas falta material, às vezes, o atendimento que era feito por gerador de energia acaba não acontecendo porque o gerador falha e não termina o trabalho. Às vezes, o carro que leva as pessoas, não funciona. Então, com esse reforço do governo vai melhorar para indígenas”, asseverou.
Em entrevista ao site, o governador do Amapá enfatizou a importância da ação na aldeia Aramirã, bem como para os quase dois mil indígenas que estão sendo atendidos pelos Doutores da Amazônia. “Queremos que essa ação seja um grande aprendizado pra gente também, como disse a Priscila [Flores]. Para que a gente aprenda com ela a transformar uma ação que é pontual, eventual, em uma política pública perene. Para que esse mesmo método possa chegar a comunidades quilombolas, ribeirinhos e fronteiras.”


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