Pesquisa Observatório Febraban revela elevado percentual de brasileiros da Região Norte interessados em mudar de emprego

Durante a trajetória profissional, é comum surgirem momentos desafiadores que exigem uma nova postura — Foto: Ilustrativa

Relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho também estima que 83 milhões de empregos devem ser criados e 69 milhões devem ser eliminados em todo o mundo nos próximos cinco anos

Entre os brasileiros que vivem na Região Norte, 40% tem planos de mudar de profissão, trabalho ou ocupação nos próximos 12 meses. É o que revela a 14ª edição da pesquisa Observatório Febraban feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para a Febraban.
Trata-se do maior índice entre todas as regiões do país. A lista segue com o Nordeste, com 39% dos brasileiros com essa pretensão; com o Centro-Oeste, com 33%; Sudeste, com 32%; e o Sul, com 22%. Na média geral, 33% dos brasileiros contam com esse planejamento.

O último Relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho estima que ao menos 83 milhões de postos de trabalho sejam eliminados e outros 69 milhões seriam criados nos próximos cinco anos em 45 países analisados. “Mesmo a maioria dos brasileiros que vivem na Região Norte afirmando não ter planos de mudar de profissão, trabalho ou ocupação, a mudança parece inexorável.

Além disso, o aumento da digitalização poderá gerar grande rotatividade de profissionais, um alerta para que governos, empresas e trabalhadores se antecipem no provimento de lacunas entre habilidades atuais e necessidades futuras do mercado de trabalho”, avalia o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe.

LITERATURA DA AMAZÔNIA

Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.

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Por que as pessoas escolhem mudar de emprego?

Mudar de emprego está nos planos de muitos profissionais. É o que mostra a pesquisa Observatório Febraban. Das pessoas entrevistadas, 40% delas consideraram a mudança de emprego uma possibilidade real. Se analisarmos por faixa etária, a porcentagem é maior entre os jovens de 16 a 24 anos, totalizando 61%.
Nas empresas, a gestão de pessoas e os profissionais de RH têm a missão de atrair e reter talentos. O RH deve monitorar os índices de rotatividade, além de investir em ações para manter o engajamento e evitar a saída de bons profissionais.
Por isso, tão importante quanto conhecer as causas que levam um profissional a trocar de emprego é descobrir os motivos para permanecer na empresa. A mesma pesquisa sinaliza dois motivos principais: a busca por melhores salários e o desejo de equilibrar vida pessoal e profissional.
No entanto, essas não são as únicas razões.

Seis motivos pelos quais as pessoas decidem mudar de emprego

  1. Remuneração e benefícios
    Salários que não condizem com a pretensão salarial ou estão abaixo do mercado afetam a valorização profissional. Além da remuneração justa, seja fixa e/ou variável, os colaboradores esperam um pacote de benefícios adequado às necessidades, flexíveis.
    As vantagens devem fazer sentido para o profissional, por isso, muitas organizações implementam benefícios customizados, oferecendo opções personalizadas. Nesse combo estão produtos e serviços úteis como vale-academia, vale-combustível ou auxílio-internet.
    Quando a organização não oferece atrativos, o risco de perder colaboradores para a concorrência é grande. Ao mesmo tempo, os benefícios tradicionais como plano de saúde, previdência privada, vale-refeição, entre outras, também são muito importantes para a retenção de talentos.
  2. Estagnação profissional e falta de desafios
    Alguns profissionais, principalmente aqueles das gerações Y e Z, apresentam um perfil diferente dos colaboradores mais veteranos. Os mais jovens têm mais dificuldades em se adaptar aos ambientes formais ou conservadores.
    Eles buscam empresas que proporcionem crescimento pessoal e profissional. Nesse sentido, as novas gerações procuram oportunidades de aprendizado e experiências em projetos desafiadores.
    A falta de espaço para crescer e a impossibilidade de inovar pode afastar colaboradores com mentalidade mais criativa e ousada. Por isso, muitos acabam buscando novos motivos para trabalhar em uma empresa que ofereça outros desafios pessoais e profissionais.
  3. Falta de perspectiva (e plano) de carreira
    Assim como a falta de desafios, a inexistência de perspectiva profissional na empresa é um fator que afasta bons profissionais. Os colaboradores esperam encontrar um plano de carreira que permita vislumbrar onde eles podem chegar a médio e longo prazo.
    Organizações que oferecem possibilidade de desenvolvimento na carreira demonstram valorização dos recursos humanos. Do contrário, temos mais um motivo para bons profissionais pedirem demissão. A incerteza pode afastar colaboradores de alta performance, gerando um gap em determinadas funções.
  4. Falta de oportunidades de aprendizagem
    Colaboradores precisam ser impactados com programas de capacitação, adequados ao perfil comportamental e às funções que desempenham. Quando há investimento em capacitação, o profissional sente que a empresa se preocupa com seu desenvolvimento e investe nele.
    Assim, a falta de oportunidades de aprendizagem é mais uma razão para a saída de colaboradores. Aprimorar competências técnicas e comportamentais é, portanto, uma estratégia benéfica e satisfatória para o colaborador e para as empresas, que acabam também fortalecendo a marca empregadora e ganhando notoriedade entre os profissionais do mercado.
  5. Reputação e clima organizacional
    Dois fatores que andam juntos, a reputação da empresa e o clima organizacional são responsáveis por muitas demissões voluntárias. Os profissionais desejam ter orgulho da marca que representam.
    Além disso, esperam se dedicar a empresas com clima saudável, onde possam se desenvolver livre de pressões e ambientes tóxicos. Nesse sentido, o RH deve buscar alternativas para criar identificação do colaborador com a cultura organizacional e oferecer bons motivos para fazer parte.
  6. Lideranças despreparadas
    Mudar de emprego costuma ser a alternativa para fugir de lideranças que pouco ou nada contribuem com o bem-estar e o desenvolvimento do colaborador. Gestores e líderes inseguros, despreparados ou sem perfil para conduzir seus times afastam profissionais.
    As equipes desejam lideranças que sejam técnicas, sem perder o lado humano, demonstrando habilidades comportamentais condizentes com a boa gestão de pessoas. Porém, bons líderes não nascem prontos. Mais uma vez o RH tem papel importante para treinar, desenvolver e capacitar lideranças.



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