Abundância mineral no Amapá inspira criação de secretaria de Estado comandada por Jotávio Borges Gomes
Qual é o potencial da mineração no Amapá? Não existe resposta definitiva para esta pergunta. Nem pesquisas acadêmicas com estimativas científicas concludentes.
O que todos sabem, mais de ouvir falar, é que o Amapá possui riqueza mineral incalculável.
Infelizmente, esse patrimônio ainda não pertence ao povo amapaense. Explico: com mais de 70% de sua área territorial sob rígida legislação ambiental, o Amapá deve demorar para dispor dessa abundância em ouro, ferro, manganês, caulim e granito. Mas existem outros, uma enorme variedade, igual ou mais valiosa do que os anteriormente relacionados.

É uma projeção imaginária.
Sim, isso mesmo. Imaginária porque, apesar dos inúmeros trabalhos de conclusão de curso, teses e dissertações elaboradas sobre o tema e arquivadas nas bibliotecas das universidades federais na Amazônia Legal, nenhuma delas conseguiu dimensionar a quantidade de minérios, o valor de mercado e os benefícios que esses recursos poderiam proporcionar aos milhares de amazônidas, boa parte vivendo entre a pobreza parcial e a miséria absoluta.
Em 2019, o então governador do Amapá, Waldez Góes, hoje ministro da Integração e Desenvolvimento Regional do governo Lula, lançou o documento intitulado “Plano de Mineração do Estado do Amapá”, com abrangência até 2030.
Trata-se de um projeto ambicioso, resumido em 80 páginas, elaborado com a proposta de elevar a atividade mineral a “uma posição de destaque na economia amapaense, impulsionando as economias municipais, promovendo a geração de emprego e renda e contribuindo com a arrecadação de tributos”.
Poderia ter deslanchado se não fosse a pandemia da Covid 19 no Amapá.
Quase três anos e meio depois, o governo Clécio Luís está dando prosseguimento ao “Plano de Mineração do Estado do Amapá”. Foi essa proposta que inspirou o lançamento da Secretaria de Estado de Mineração, comandada por Jotávio Borges Gomes, geólogo e geofísico, com especialização em Petróleo e Regulação do Setor Público e Direito Minerário.
LITERATURA DA AMAZÔNIA
Pescador e artesão afamado no pequeno município de Peixe-Boi, Jandir Loureiro morava com a mulher, Maricota, num chalé construído com galhos e troncos de árvores, coberto por cavacos, quintal amplo e arborizado.
Costumava tarrafear no furo do Mortalha, no imenso rio de águas morenas, onde abundavam saborosos acarás.
Porém, o desentendimento com uma mulher desconhecida, durante a negociação para compra e venda de uma tarrafa, mudou profundamente a rotina do casal, levando Jandir à morte em menos de vinte e quatro horas, e abalando, de forma irreversível, a sanidade da mulher.
O que levou essas pessoas à destruição?
Feitiçaria? Maldição? Encantamento?
Descubra lendo este conto inspirado em lendas típicas da Amazônia.
Acesse o link abaixo:

Gomes aceitou o desafio de bom grado. Afinal, tem know-how para o cargo. Foi funcionário de carreira da Petrobrás, atuando no setor de Óleo e Gás por 40 anos, onde exerceu funções como gerente interino de exploração na Região Norte. Também foi superintendente interino e gerente de Pesquisas da Agência Nacional de Mineração (ANM); especialista em regulação e contratos de concessão da Indústria de Mineração e Energia pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), onde também atuou como gestor de contratos de concessão e exploração de óleo e gás; gerente de relacionamento com órgãos do governo e parceiros do setor privado em empresas de Mineração, Óleo e Gás; além de consultor de multinacionais, incluindo sua entrada no mercado nacional.

Apesar do currículo admirável, ele sabe que a parada é duríssima. Por isso, tem dedicado este início de gestão à montagem infraestrutural da secretaria, projetando a formação de uma equipe com geólogos qualificados para iniciar a prospecção mineral em regiões que não estejam sob jurisdição ambiental.
Os obstáculos são gigantescos, porém, Gomes está disposto a enfrentá-los, e superá-los, utilizando todos os recursos tecnológicos que estiverem à sua disposição.
LITERATURA DA AMAZÔNIA
“TREZOITÃO – O latifúndio é implacável” é um romance político sobre jornalistas, policiais, pistoleiros, ativistas ambientais e militantes políticos na Amazônia. É ambientado em Belém (PA) e Macapá (AP).
Quer saber mais?
Compre esta obra na Loja Kindle, acessando o link abaixo:
FICHA TÉCNICA DO E-BOOK
Autor: Emanoel Reis
Jornalista, Publicitário e Teólogo
Macapá – Amapá
Editora: MetaCom
Formato: 15 X 21 cm
N° de páginas: 280
E-mail: emanoelreis50@yahoo.com.br
Site: metacomsite.wordpress.com

A mineração na Amazônia é citada desde o tempo dos bandeirantes, com a busca de metais preciosos. Nela encontramos manganês na Serra do Navio, ouro no Tapajós e ferro em Carajás. A região ainda tem um grande potencial para a extração de minerais metálicos e de uso industrial, sendo muito importante para a economia do país.
Semin começa a implantar os três pilares do Programa de Governo da gestão Clécio Luís para o setor da mineração

Durante a campanha eleitoral para o governo do Amapá, o então candidato Clécio Luís estabeleceu três pilares para o segmento da mineração no Estado. O primeiro deles tem como proposta o fortalecimento do programa de desenvolvimento do setor, com incentivo às atividades cooperativas e mineração industrial.
Para a implementação dessa fase inicial, a Secretaria de Estado de Mineração (Semin) começou a reunir informações, coletadas a partir de estudos já realizados pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), empresa do governo federal dedicada à pesquisa geológica em todo o País.
Conforme o titular da pasta, Jotávio Borges Gomes, o Amapá detém depósitos minerais valiosos como o ouro, a prata, o cromo, o níquel, o cobre, o zinco, o ferro e o manganês. Além desses minerais relacionados, prossegue ele, outros de grande valor também despertam interesses comerciais, como tantalita, tório e torianita, que contém urânio. O problema maior, explica, é elaborar um projeto de prospecção e extração sem infligir qualquer dano ao meio ambiente.
É com este objetivo que Borges Gomes, um geólogo e geofísico renomado, com vasta experiência no setor, vem alinhavando seu plano de trabalho desde que assumiu a Semin a convite do governador Clécio Luís. “Neste primeiro momento, estamos em fase de conclusão para assinarmos um convênio com a CPRM para transferência de conhecimento. Esse acordo nos ajudará sobremodo já que a empresa guarda estudos importantes sobre o potencial da mineração no Amapá”, explica.
LITERATURA DA AMAZÔNIA
É possível extrair lições de vida a partir de acontecimentos aparentemente triviais? Este é o eixo central deste livro.
TRIVIAL COTIDIANO – CRÔNICAS DO CAOS SEM FIM tem um propósito bem definido: provocar reflexões sobre o humano demasiado humano com textos inspirados em nossas banalidades cotidianas.
Para comprar esta obra, clique no link abaixo:

Governo Clécio quer estimular produção de agregados
O segundo pilar do plano de governo, que trata da mineração e desenvolvimento local, pretende implantar o “Plano Estadual de Agregados Minerais” (agregados minerais são as substâncias mais consumidas no Brasil e no mundo) para uso econômico e ordenamento territorial da atividade no Amapá. Dentro dessa abordagem, acrescenta Gomes, as ações da Agência Nacional de Mineração (ANM), desenvolvidas ou em andamento no Estado, serão imprescindíveis para a formatação das medidas vindouras que serão anunciadas pela Semin para exploração desses potenciais em áreas de Domínios Geotectônicos da Cobertura da Plataforma, com suas sequências sedimentares, que representam 28,5% da área estadual, abrangendo as regiões leste e sul do estado.
Entende-se por domínios geotectônicos reservas de caulim em plena exploração em Vitória do Jari; argila e saibro explorados no entorno da região metropolitana de Macapá/Santana; indícios de reservas de bauxita nos municípios de Mazagão, Laranjal do Jari e Vitória do Jari; e concessões em curso para sondagem e exploração de petróleo nos blocos da costa marinha dos municípios de Oiapoque e Calçoene.
DISTRITOS MINERAIS ATRAEM INTERESSE DE GARIMPEIROS E o terceiro pilar descrito no Plano de Governo de Clécio Luís anuncia a implantação dos distritos minerais em Lourenço e Vila Nova, entre outros. Sobre este tema, Jotávio Borges Gomes comenta que a Semin já começa a ser procurada por empresas e pessoas físicas interessadas em saber mais sobre os recursos minerais do Amapá. Nos últimos sete meses, revela ele, o número de informações fornecidas para esses interessados vem aumentando e isso é bom, assevera, porque representa a importância que a secretaria vem ganhando dentro do segmento. Um deles, o Distrito Aurífero de Lourenço, localizado na região centro-norte do Amapá, já foi amplamente estudado pela pesquisadora Sônia Nogueira, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Segundo Nogueira, a região do distrito, localizado dentro do município de Calçoene, a 274 quilômetros de Macapá, insere-se na Província Geocronológica Maroni-Itacaíunas, de idade Paleoproterozóica, ou seja, compreendida entre 2,5 milhões e 1,6 milhão milhões de anos, aproximadamente. Portanto, e apesar do tempo, ainda com grande potencial aurífero.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Um comentário em “Especialista prepara Secretaria de Mineração para inserir o Amapá no roteiro dos grandes produtores de minério”