Número de casos de dengue no Amapá alcança níveis alarmantes e vacina é a única saída para conter a doença

Em hospital no município de Oiapoque, no norte do estado, 80% dos pacientes tinham sintoma da doença — Foto: Divulgação

A Superintendência de Vigilância em Saúde defende que além da vacinação, o importante é evitar os criadouros do mosquito transmissor e capacitar os profissionais

O número de pessoas doentes no Amapá devido ao mosquito aedes aegypti está aumentando. A dengue é a doença mais comum no começo deste ano. Só em janeiro, 691 pessoas ficaram doentes, e 234 tiveram a doença. Isso é 139% a mais do que em janeiro de 2023, quando só 98 pessoas ficaram doentes. O número de casos aumentou em 54%, com mais de oito mil pessoas doentes, conforme dados do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina (FMUSP) da Universidade de São Paulo.

De acordo com dados da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do Amapá, foram relatados casos nas cidades de Macapá, Laranjal do Jari, Santana, Tartarugalzinho, Serra do Navio, Calçoene, Amapá e Oiapoque, onde uma morte foi registrada e outros casos estão sendo investigados. Nesse sentido, o governo Clécio Luís intensifica a campanha de vacinação contra a doença em todo o Estado.

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“Essa situação alarmante de aumento nos casos de dengue no Amapá é extremamente preocupante e exige uma ação imediata por parte das autoridades de saúde. A campanha de vacinação anunciada pelo governo é um passo importante para tentar conter a propagação da doença, especialmente entre os adolescentes que estão sendo considerados público-alvo”, alerta Cássio Peterka, diretor-presidente da Superintendência de Vigilância em Saúde.

“É crucial que a população esteja ciente da gravidade da situação e busque se proteger através da vacinação e também adotando medidas preventivas, como eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. Além disso, é fundamental haver um esforço conjunto entre governo, profissionais de saúde e sociedade civil para combater essa epidemia e evitar mais mortes causadas pela doença”, assinala o professor Marcos Boulos, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina (FMUSP) da Universidade de São Paulo.

Conforme o professor, é normal ver mais casos de dengue neste período do ano na Região Norte porque há mais chuvas e poças d’água que ajudam os mosquitos como o Aedes aegypti a se reproduzirem. No entanto, prossegue ele, possíveis eventos climáticos causados pelo El Niño (chuvas intensas e calor extremo) pioraram as coisas, causando uma epidemia maior do que o normal, o que não acontecia desde 2019. O especialista diz que a cada quatro ou cinco anos, há um aumento repentino em um novo tipo de dengue, levando ao surgimento de novas cepas.



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