Nos últimos seis meses, o governo Clécio Luís tem intensificado a implantação dos distritos minerais em Lourenço e Vila Nova, entre outros — Foto: Reprodução
O Governo do Estado assinou um acordo com o Serviço Geológico do Brasil para iniciar um estudo completo dos recursos minerais locais e revisar o Plano Estadual de Mineração
A economia minerária do Amapá está passando por um processo de renovação de forma sustentável e responsável. Em colaboração com o Serviço Geológico do Brasil (SBG), o governo estadual firmou um acordo para realizar uma análise abrangente dos recursos minerais locais e revisar o Plano Estadual de Mineração. O objetivo é atrair investimentos responsáveis e promover a mineração conforme as melhores práticas ambientais.
Esse processo de renovação é fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável do estado, promovendo a exploração responsável dos recursos minerais e respeitando o meio ambiente. Com a parceria com o Serviço Geológico do Brasil, será possível identificar de forma mais precisa os potenciais minerais locais e atrair investimentos que estejam alinhados com as melhores práticas ambientais.
Além disso, a revisão do Plano Estadual de Mineração permitirá uma gestão mais eficiente e transparente dos recursos minerais, garantindo que a atividade minerária seja realizada de forma sustentável e contribua para o desenvolvimento econômico e social da região.
“Com essas medidas, o Amapá poderá se tornar um exemplo de como é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a pressa pela preservação ambiental, garantindo um futuro próspero para as gerações futuras. A implementação de tecnologias sustentáveis e a capacitação dos profissionais locais serão essenciais para assegurar que a atividade minerária no Amapá seja feita de forma responsável e duradoura”, assinalou o secretário de Mineração, Jotávio Gomes.
Com o compromisso de todas as partes envolvidas, prossegue ele, será possível construir uma economia minerária forte e sustentável, que beneficie não apenas a região, mas também o planeta todo.

“O Amapá detém depósitos minerais valiosos como o ouro, a prata, o cromo, o níquel, o cobre, o zinco, o ferro e o manganês. Além desses minerais relacionados, prossegue ele, outros de grande valor também despertam interesses comerciais, como tantalita, tório e torianita, que contém urânio. O problema maior, explica, é elaborar um projeto de prospecção e extração sem infligir qualquer dano ao meio ambiente.” — Jotávio Gomes/Geólogo e Geofísico
Essas ações visam não apenas impulsionar a economia local, mas também garantir que a mineração seja realizada de forma sustentável, respeitando o meio ambiente e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região. Com a colaboração entre o governo estadual e o SBG, espera-se que o Amapá se torne um exemplo de como a mineração pode ser conduzida de maneira responsável e benéfica para todos os envolvidos.

Desde a criação da Secretaria de Mineração em 2023, o governo tem se dedicado a fortalecer o setor, estabelecendo distritos minerais em Calçoene e Porto Grande, áreas onde muitas famílias dependem da atividade minerária para subsistir. Além disso, a parceria busca obter recursos, especialmente do setor de gás e petróleo, para financiar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.
Com essa parceria entre o governo estadual e o SBG será possível promover a transparência e a participação da comunidade local nas decisões relacionadas à mineração, garantindo que os benefícios sejam compartilhados de forma justa e equitativa. Além disso, a implementação de práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras na atividade mineradora pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e para a melhoria das condições de vida das populações locais. Dessa forma, o Amapá pode se tornar um modelo de desenvolvimento sustentável para outras regiões que buscam conciliar o crescimento econômico com a preservação do meio ambiente e o bem-estar social.
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