Doze mandados de busca e apreensão e 5 prisão preventiva foram efeituados em Macapá, Belém, Rio de Janeiro, Curitiba, e Santa Catarina. O caso foi analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça
Na sexta-feira (6), a Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), em colaboração com a Polícia Federal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP), lançou a “Operação Cidade de Esmeraldas”.
O objetivo da operação é desmantelar uma rede de corrupção que envolve servidores do Poder Judiciário e líderes de grupos criminosos, que operavam de forma ilegal através de decisões emitidas pela Vara de Execução Penal de Macapá.

Foram efetuados 12 mandados de busca e apreensão, juntamente com cinco mandados de prisão preventiva, todos autorizados pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). A ação foi realizada de forma conjunta nas cidades de Macapá/AP, Belém/PA, Rio de Janeiro/RJ, Curitiba/PR e Santa Catarina/SC.
Cinco pessoas foram presas por agentes da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Entre elas, estaria um juiz.
O caso foi analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça, devido à presença de uma autoridade com foro privilegiado. As investigações começaram após a Operação Queda da Bastilha, realizada no âmbito do Ministério Público, onde o Núcleo de Investigação (NIMP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prestaram apoio à PGJ. O PGJ Paulo Celso Ramos ressaltou a relevância do enfrentamento à corrupção e ao crime organizado, além de expressar sua gratidão às outras forças de segurança pública que foram fundamentais para o sucesso da operação.

“Essa ação em conjunto é um passo decisivo na luta para garantir que a justiça prevaleça e que aqueles que abusam de suas posições para corromper o sistema sejam responsabilizados. É nosso dever proteger a integridade do sistema judiciário. Agradeço a todas as forças policiais que se uniram nesta operação, em especial à Polícia Federal, Polícia Civil e policiais penais do IAPEN e Secretária de Segurança Pública do Estado, os quais contribuíram direta e indiretamente para o bom desenvolvimento do trabalho. A ação em conjunto é fundamental para desmantelar essas redes criminosas que ameaçam nossa sociedade de forma cada vez mais organizada”, disse o PGJ Paulo Celso Ramos.
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