Conforme as apurações, Alberto Negrão teria emitido notas fiscais falsas para ser reembolsado com fundos da cota parlamentar, sem que os serviços tivessem sido efetivamente prestados
O Ministério Público do Amapá denunciou o ex-deputado estadual Alberto Negrão por suspeitas de desvio de recursos da Assembleia Legislativa. Ele teria apresentado notas fiscais falsas para receber verbas da cota parlamentar, sem ter prestado os serviços.
A denúncia afirma que o deputado, assessores e empresários ajustavam valores para as notas fiscais, que refletiam gastos que nunca aconteceram.

O dinheiro ressarcido era dividido entre os envolvidos. As investigações começaram com a operação “Terceira Parte” da Polícia Federal, que encontrou um livro-caixa com informações sobre cobranças de comissões por notas falsas.
O ex-deputado foi acusado de organização criminosa, peculato e falsidade ideológica. Nove pessoas foram denunciadas.
Um parlamentar enrolado
Em setembro de 2021, O pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) julgou um processo movido contra o então deputado estadual Alberto Negrão (PP) por prática de “rachadinha”. O julgamento tinha sido paralisado após o pedido de vista do desembargador João Guilherme Lages.
Numa diligência, a Polícia Federal apreendeu cestas básicas, dinheiro, celular e material de campanha do candidato a vereador Hélio Reis (Avante), na casa da chefe de gabinete de Negrão. A PF também encontrou planilhas que mostram que o deputado ficava com parte dos salários de assessores.
Em maio, Negrão foi alvo da Operação Terça-Parte. O juiz Rivaldo Valente negou o pedido de prisão feito contra ele.

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