A publicação destaca o evento promovido em Portugal pelo ministro Gilmar Mendes. Trata-se do Fórum Jurídico de Lisboa – apelidado nas redes sociais de “Gilmarpalooza”
O judiciário brasileiro recebeu críticas internacionais, principalmente de um artigo do jornal suíço Neue Zürcher Zeitung (NZZ), sobre o “luxo e nepotismo” que favorece a elite do sistema de justiça. A reportagem critica o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacando um evento promovido por ele em Portugal, conhecido como Fórum Jurídico de Lisboa, que é visto como um gasto excessivo e eticamente questionável, financiado por grupos com interesses nas decisões judiciais.

A publicação sugere um cenário hipotético na Suíça, onde juízes são convidados para eventos caros, destacando que no Brasil, o STF realiza algo semelhante, com a participação de pessoas influentes e patrocinadores que têm negócios pendentes no tribunal. O evento de junho, por exemplo, teve a presença de 300 palestrantes e esperava 2000 participantes, coorganizado pela entidade de Mendes.

Os custos desses eventos, que envolvem jantares e coquetéis, permanecem incertos, mas o texto menciona que muitos altos funcionários do governo recebem reembolsos das despesas de viagem. O STF afirmou que o evento não gera custos para o tribunal, e o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu a importância do diálogo com diversos setores da sociedade.
O NZZ também critica os privilégios da elite jurídica no Brasil, que incluem férias excessivas e a prática de “vender” férias. Além disso, aponta que o Judiciário brasileiro consome 1,6% do PIB, muito mais do que a Suíça, que tem apenas 0,28%.

O artigo menciona também o nepotismo no Judiciário, onde familiares de juízes ocupam cargos estratégicos em escritórios de advocacia. O juiz Ricardo Lewandowski, por exemplo, foi criticado por atuar como consultor para uma empresa envolvida em casos de corrupção logo após sua aposentadoria.

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