Trump reafirma ameaça de sobretaxa contra produtos brasileiros e gera preocupação na economia

Brasil pode estar na mira de Trump para alta nas tarifas comerciais — Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO / POOL



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novamente ameaças de aumento de tarifas de importação, incluindo o Brasil entre os países afetados. Ele afirmou que Brasil, Índia e China “taxam demais” e “querem mal aos EUA”, defendendo a imposição de tarifas sobre produtos estrangeiros para proteger a produção americana. Em um discurso para republicanos na Flórida, Trump enfatizou a necessidade de proteger o povo e os negócios dos EUA, afirmando que não permitirá que a situação atual continue.

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Trump mencionou precedentes de altos impostos por parte de outros países, citando especificamente a China e a Índia, e disse que a palavra “tarifa” é uma de suas favoritas. Ele também falou sobre a relação de reciprocidade, destacando que se países como Brasil e Índia impuserem tarifas altas, os EUA farão o mesmo em relação a eles. As declarações seguem um recente impasse com a Colômbia, onde Trump anunciou aumento de tarifas como resposta à recusa do país em receber deportados dos EUA.

Com isso, o Brasil pode ser afetado por sobretaxas, especialmente em meio a outras questões de sanções, como o uso de moedas alternativas ao dólar e a cobrança de um imposto mínimo sobre multinacionais. No caso da Colômbia, o presidente Gustavo Petro respondeu às ameaças de Trump ameaçando também aplicar tarifas sobre produtos americanos, mas depois chegou a um acordo com os EUA sobre as deportações. O governo brasileiro também se manifestou sobre a deportação, pedindo esclarecimentos ao governo americano devido a práticas que consideraram degradantes.
Trump ainda não respondeu ao pedido de esclarecimento do Brasil, e a relação entre os dois países é importante, uma vez que os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião para discutir como o Brasil deveria se posicionar diante da controvérsia entre a Colômbia e os EUA, e é esperado que evitem confrontos com Trump.

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Se os EUA aumentarem tarifas sobre o Brasil, diversas indústrias, especialmente o agronegócio, podem ser gravemente afetadas. A pauta de exportação do Brasil para os EUA é ampla, cobrindo desde petróleo e produtos de aço até café. Estima-se que essas tarifas possam ter um impacto negativo nos negócios de ambos os países. No entanto, os exportadores de carne bovina podem se beneficiar, pois a carne já paga uma tarifa e os EUA buscam manter um fornecimento constante.


Além disso, a estratégia de nearshoring dos EUA visa diversificar fornecedores, o que pode beneficiar produtores brasileiros. No entanto, o governo brasileiro precisa monitorar essas mudanças para garantir a competitividade. Recentemente, os EUA reverberaram um desejo de buscar montantes maiores da carne brasileira devido a restrições em seu próprio ciclo produtivo.

Isso surge em meio a divergências sobre tributação global, onde o Brasil já aprovou uma nova legislação com um imposto mínimo sobre multinacionais, que pode atrair a atenção negativa de Trump devido ao seu desejo de revogar acordos internacionais. Essas múltiplas questões mostram que a relação entre o Brasil e os EUA é delicada e cheia de possíveis repercussões econômicas e políticas.


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