Praga vassoura-de-bruxa da mandioca avança no Amapá, alarmando especialistas e lideranças indígenas

Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque promove reunião com especialistas para definir estratégias de combate contra a praga



A praga vassoura-de-bruxa da mandioca, em espiral crescente no Amapá, está preocupando tanto especialistas quanto lideranças políticas, econômicas e, principalmente, indígenas predominantes das regiões produtoras de farinha.
Para tratar do assunto, na quarta-feira, 19, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) promoveu encontro com técnicos do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (RURAP), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária no Amapá (EMBRAPA/AP), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI/AP), Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (DIAGRO) e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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A reunião ordinária do CCPIO aconteceu no Centro de Formação Domingos Santa Rosa – TI Uaçá, no Oiapoque, município onde a doença começou a se disseminar para as demais regiões do Estado, teve o propósito de debater as ações de pesquisa e transferência de tecnologias para as comunidades produtoras de mandioca. Três semanas atrás, o Mapa tinha declarado emergência para o Amapá e o Pará; no entanto, confirmou a presença da praga somente em alguns municípios amapaenses, sem registrar ocorrências no Pará.

Representantes de órgãos e entidades presentes no encontro acompanham as explanações dos especialistas

A Embrapa Amapá identificou o primeiro caso de “vassoura-de-bruxa” no Brasil em agosto de 2024. Segundo o órgão, a enfermidade é provocada por um fungo inédito, encontrado nos cultivos de mandioca nas terras indígenas de Oiapoque.
A doença torna os ramos das plantas secos e deformados, resultando em nanismo, e causa a formação de brotos frágeis e finos nos caules, que se assemelham a uma vassoura desgastada, daí a denominação “Vassoura de Bruxa”. Conforme a Embrapa Amapá, a praga evolui causando clorose, murchamento e seca das folhas, morte apical e descendente nas plantas.

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Os participantes concordaram que uma nova reunião deve ser realizada em uma data a ser estabelecida, com a presença do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes. Além disso, o encontro deve ser comunicado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e demais entidades do setor primário.


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