Se depender da ministra do Meio Ambiente, o Amapá vai continuar na lista dos pobretões brasileiros, como disse Lula
Um grupo de ambientalistas divulgou um manifesto contrário aos planos do governo Lula (PT) de explorar petróleo na Margem Equatorial, região que tem sido chamada de “novo pré-sal”. Parte dos signatários é próxima de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
“Os governantes e governados no Brasil não têm mais direito de ignorar ou desconsiderar que a viabilidade do nosso país requer abandonar os combustíveis fósseis, zerar os incêndios florestais, o desmatamento e as emissões da agropecuária (…) cada décimo de grau a mais de aquecimento torna o planeta mais insalubre, mais adverso e mais letal para todos nós, humanos e não humanos”, escreveram os autores.

O documento mencionou ainda secas e inundações que ocorreram nos últimos anos como exemplos da gravidade das mudanças climáticas no país e defendeu a atuação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que indeferiu pedidos da Petrobras e barrou a realização de estudos de exploração na Margem Equatorial, área na foz do Rio Amazonas considerada de rica biodiversidade.

Lula abriu fogo contra a autarquia e chamou de “lenga-lenga” a demora para conceder o licenciamento. O petista está pressionado pelas dificuldades econômicas que o governo enfrenta e vê na região uma perspectiva de reencontrar os efeitos da descoberta do pré-sal, em 2006, quando se reelegeu presidente.
Por outro lado, Marina Silva defendeu a autonomia do Ibama. Entre os signatários da carta, além de parlamentares do PSOL — partido que integra a base governista no Congresso –, há ambientalistas muito próximos da ministra, como Pedro Ivo Batista, que foi seu assessor especial no Ministério do Meio Ambiente, e Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais).

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