Clécio Luís acredita que o projeto possibilitará a aplicação dos lucros do petróleo no progresso regional, estimulando investimentos em pesquisa, infraestrutura e formação de profissionais, além de proporcionar assistência às comunidades indígenas e ribeirinhas envolvidas
Em entrevista à Revista VEJA, o governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), criticou o Ibama por atrasar a licença ambiental para o projeto de exploração de petróleo na margem equatorial, em parceria com a Petrobras. A extração ocorrerá na região do Oiapoque, a cerca de 160 km da costa do Amapá, e pode mudar a economia do estado, que depende de auxílios federais e tem indicadores sociais preocupantes. Clécio Luís afirmou que o estado cumpriu suas obrigações ambientais e que o projeto representa uma grande oportunidade econômica.

O governador destacou que os lucros do petróleo serão investidos no desenvolvimento regional, em pesquisa, infraestrutura e capacitação profissional, além de apoio às comunidades indígenas e ribeirinhas. O Amapá é reconhecido nacionalmente por sua energia limpa e preservação ambiental, com 95% da floresta intacta e terras indígenas demarcadas sem conflitos. Apesar do contexto positivo, ele também reconhece os riscos ambientais da exploração, mas acredita que isso pode reverter a economia do estado.

Sobre a preparação do Amapá para o projeto, o governador disse que estão realizando estudos sobre capacitação profissional e planejamento dos investimentos dos royalties do petróleo. A articulação política com o governo federal e comunidades locais é positiva, e a licença que deveria ter sido concedida antes está atrasada, enquanto há apoio generalizado para a exploração, apesar de algumas críticas de ONGs. O Amapá já discute a diversificação da energia, sendo um estado carbono negativo que capta mais carbono do que emite.

Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
