Fortgroup planeja estabelecer unidade de produção de óleos no Amapá

O encontro contou com a recepção do diretor-presidente, Edival Tork, e do diretor operacional, Edilson Barros, que apresentaram o potencial do Porto de Santana para novos empreendimentos



O Fortgroup tem a intenção de se estabelecer no Amapá, com foco na produção de óleos provenientes da Amazônia. Essa informação foi compartilhada pelo diretor-administrativo José Felipe Vieira em uma entrevista exclusiva ao portal, durante um encontro realizado na manhã de terça-feira, 25, em Santana, que fica a 21 quilômetros de Macapá.
Vieira esclareceu que o FortGroup é responsável pela industrialização, distribuição e logística de diversos produtos do setor químico. “Estamos preparados para atender a vários segmentos, incluindo cosméticos, produtos de limpeza e muitos outros”, destacou.

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A escolha pelo Amapá se deve, principalmente, à localização do Porto de Santana, que, segundo o executivo, é fundamental para a exportação de cargas do Brasil para a Europa. Essa visão é compartilhada pelo diretor-presidente do grupo, Sandro Nunes da Silva.
Na terça-feira, 25 de fevereiro, os dois executivos visitaram a Companhia Docas de Santana (CDSA) e ficaram impressionados com a infraestrutura do porto, que consideraram excelente.


Entretanto, a questão não se limita apenas a isso. A localização privilegiada do Porto de Santana, juntamente com os incentivos fiscais oferecidos pelo governo do Amapá, despertou o interesse do conglomerado, que já possui operações em estados como Paraná, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Pará. “Nossa meta é oferecer soluções inovadoras em matérias-primas para a indústria química, promovendo o sucesso de nossos clientes por meio de uma abordagem centrada nas pessoas e comprometida com a sustentabilidade”, afirmou Sandro Nunes.


“Estou impressionado com as inúmeras oportunidades que estamos descobrindo aqui [em Santana/AP]. Nosso grupo é verticalizado, atuando em todas as etapas da logística, distribuição, importação e exportação. Agora, temos a intenção de nos inserir na produção de óleos da Amazônia.”
Sobre a implantação de uma das empresas do grupo no Amapá, Vieira é enfático: “Estamos observando algumas nuances interessantes aqui, uma das empresas do nosso grupo trabalha com produtos de limpeza. Hoje, percebo a falta de uma grande corporação que ofereça uma oportunidade de um produto que todos utilizam diariamente, de forma mais acessível, permitindo que as pessoas adquiram um produto de qualidade e que gere empregos e renda. Por que estamos trazendo de outros lugares muito mais caro se podemos produzir aqui por um custo menor?”

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Por conta desse projeto, José Felipe Vieira arremata: “Se conseguirmos oferecer preços mais acessíveis aqui e gerar empregos, isso representará um importante legado sustentável. O que queremos é estabelecer um modelo de empresa que integre a cultura e a ancestralidade, aproveitando o potencial da Amazônia. Já realizamos iniciativas no Pará, mas pretendemos oficializar isso de forma mais abrangente, garantindo boas remunerações e utilizando tecnologia de ponta. Enquanto no passado o Brasil se limitava a extrair madeira para exportação, nosso objetivo é transformar essa riqueza natural em produtos com maior valor agregado. Esse é o legado que almejamos construir, sempre mantendo um forte foco nos mercados de energia.”


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