A sucessão de erros na administração ambiental, alegado favorecimento e desavenças partidárias tornam o futuro da ministra incerto e desconhecido
Figura emblemática na defesa do meio ambiente, Marina Silva enfrenta dificuldades em sua carreira como ministra do Meio Ambiente. A concessão de áreas de proteção ambiental à iniciativa privada gerou polêmica, sendo vista como ‘privatização’. Sob sua liderança, o Ministério do Meio Ambiente autorizou a concessão do Parque Nacional de Jericoacoara a um consórcio privado, levantando críticas de ambientalistas e de organismos internacionais, que consideram essa ação uma exploração comercial do patrimônio natural.

A exploração do petróleo na Margem Equatorial brasileira se tornou um ponto de discórdia que tenciona o governo Lula desde o começo da gestão de Marina Silva à frente da pasta.
Outra questão polêmica foi a autorização para a pesca de tubarões em águas brasileiras, incluindo espécies ameaçadas. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) expressou preocupação com a captura insustentável, o que poderia afetar o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A exportação de barbatanas de tubarão, embora legal, possibilita o tráfico ilegal e afeta a imagem do Brasil no exterior. O Conama pediu ações urgentes para proibir essa prática, questionando o compromisso de Marina com a conservação da biodiversidade.

Uma das principais polêmicas é a concessão de áreas de proteção ambiental à iniciativa privada, interpretada como ‘privatização’. O Ministério do Meio Ambiente autorizou a concessão do Parque Nacional de Jericoacoara a um consórcio liderado por Roberto Ribeiro Capobianco.
Internamente, Marina também enfrentou desafios no partido que ajudou a fundar, a Rede Sustentabilidade. Durante o VI Congresso do partido, sua chapa obtive apenas 26% dos votos, perdendo o controle para um grupo liderado por Heloísa Helena, que promete trazer de volta os princípios fundadores da Rede e alinhar-se mais com os movimentos sociais. A trajetória de Marina é marcada por mudanças políticas, e sua falta de um posicionamento claro tem gerado críticas.

Marina enfrentou desafios na Rede Sustentabilidade, que ajudou a financiar. No VI Congresso, sua chapa teve 26% dos votos, perdendo para Heloísa Helena.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial também gera tensões no governo Lula. Enquanto alguns defendem a exploração como uma oportunidade econômica, Marina e o Ibama atrasam os estudos por questões ambientais, levando a críticas sobre a falta de atenção às populações indígenas. O Brasil hesita em explorar suas riquezas, o que pode resultar em perdas econômicas. As controvérsias em torno de concessões ambientais e a exploração de petróleo levantam questionamentos sobre a liderança de Marina. Após derrotas políticas, o futuro dela na política é incerto, e ela considera mudar de partido para recuperar influência, enfrentando desafios burocráticos e políticos.

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