EX-BONS COMPANHEIROS — Aldo Rebelo e Lula da Silva posam ao lado do avião oficial do governo brasileiro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ameaçou prender o ex-ministro dos governos Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT), o ex-comunista Aldo Rebelo por desacato durante seu depoimento como testemunha em um processo sobre o suposto golpe de Estado, ocorrido no dia 8 de janeiro de 2023.
Rebelo foi indicado como testemunha do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Durante a oitiva, Moraes, que preside a audiência, afirmou que o ex-ministro deveria responder objetivamente aos questionamentos. Ele ordenou que Rebelo fosse direto nas respostas, mas o ex-ministro afirmou que não aceitava censura.

A discussão começou quando Rebelo comentou sobre a língua portuguesa para questionar as intenções do ex-chefe da Marinha, que teria oferecido apoio a Jair Bolsonaro num hipotético golpe de Estado.
Moraes interveio, dizendo que Rebelo não estava presente na reunião onde isso foi discutido e, portanto, não poderia opinar. Rebelo insistiu em sua visão sobre a linguagem, levando Moraes a sinalizar a possível prisão.
Aldo comandou três ministérios nos governos petistas. Nos últimos meses, o político vinha afirmando que o suposto golpe de 8 de janeiro não passava de uma “fantasia” do governo federal (leia-se governo Lula), afirmação que irritou bastante a esquerda encastelada no Planalto.

Da mesma forma, igualmente tornou-se crítico contundente de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial de Alexandre de Moraes, chegando a avalizar publicamente um artigo publicado em abril pela revista inglesa The Economist em que o STF e Moraes são duramente criticados.
Para apoiadores de Aldo, no entanto, a repreensão ríspida de Moraes pareceu mais uma vindita. Tanto que em determinado momento da audiência, que foi realizada por videoconferência, Aldo disse que não admitia censura e foi bruscamente admoestado pelo ministro.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



