A proposta amplia a isenção do pagamento da conta de luz para até 60 milhões de brasileiros — Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, expressaram descontentamento sobre como a Medida Provisória (MP) do governo Lula, que reformula o setor elétrico, foi apresentada aos parlamentares. A proposta visa oferecer isenção na conta de luz para até 60 milhões de brasileiros e é uma estratégia do governo para melhorar sua popularidade. Alcolumbre e Motta esperavam discutir a proposta com o presidente antes de sua apresentação, o que não ocorreu. Eles queriam contribuir com sugestões sobre a medida.

A Secretaria de Comunicação da Presidência foi consultada, mas não respondeu. Diante de uma base instável no Congresso, o governo procura se aproximar dos líderes do Congresso para obter apoio em temas importantes. Alcolumbre também mencionou suas desavenças com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, responsável pela apresentação da MP, que ele vê como uma centralização excessiva do assunto.

No dia da reunião, a ministra Gleisi Hoffmann convidou líderes partidários para discutir a MP, mas sem fornecer detalhes. Durante o encontro, Silveira apresentou os pontos principais da proposta. O senador Eduardo Braga demonstrou ceticismo sobre as contas apresentadas por Silveira. Lula e os presidentes do Congresso também discursaram, destacando que o Congresso pode modificar as propostas, mas pedindo que não reduzissem seu conteúdo.

Alcolumbre ressaltou a complexidade do tema, indicando que haveria debates e possíveis mudanças no texto. Embora alguns governistas minimizem o desconforto, afirmam que o encontro foi para incluir os parlamentares no debate. A medida será analisada em uma comissão mista, e o deputado Fernando Coelho Filho é nomeado como relator preferencial, embora não haja consenso nesse sentido.

A MP prevê que a conta de luz será gratuita para famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh por mês, beneficiando 17 milhões de famílias e custando R$ 3,6 bilhões por ano ao governo. O ministério espera que isso leve a um leve aumento nas contas para outros consumidores, acompanhado por ajustes em subsídios.

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