Essas salas multisseriada na Escola Campina Grande atualmente estão vazias por falta de transporte escolar — Foto: Maiara Pires/G1
Três meses se passaram. Este é o período em que a Prefeitura de Macapá, administrada por Antônio Furlan (MDB), não efetua o pagamento dos motoristas escolares da comunidade de Campina Grande, situada no km 21 da BR-156, pertencente ao Distrito do Maruanum. Angústia para os motoristas, contratados pelo prefeito, que estão há doze semanas sem receber seus respectivos salários; e da mesma forma para os alunos das escolas municipais da região, que estão há todo esse tempo sem estudar devido ao calote parcial da PMM.

A situação se agrava a cada dia, refletindo não apenas na vida dos motoristas, mas também no futuro das crianças e adolescentes que dependem do transporte escolar para acessar a educação.
A falta de pagamento gerou um clima de insegurança e desconfiança entre os transportadores, que se veem obrigados a buscar alternativas para sustentar suas famílias. Muitos deles já estão considerando desistir do serviço, o que poderia deixar centenas de estudantes sem uma forma viável de chegar à escola.
Alheio ao drama dos estudantes e motoristas de Campina Grande, o prefeito macapaense, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FUMCULT), vem gastando uma bolada considerável para financiar os folguedos da quadra junina e patrocinar atrações milionárias anunciadas para shows na capital amapaense, durante a realização do “Macapá Verão 2025”.

Enquanto isso, a população enfrenta desafios diários, como a falta de transporte público adequado e a precariedade nas instituições de ensino. A disparidade entre os investimentos em eventos culturais e as necessidades básicas da comunidade levanta questões sobre as prioridades da administração municipal. Muitos cidadãos se perguntam se o dinheiro gasto em grandes shows e festividades poderia ser melhor aplicado em melhorias na infraestrutura urbana, saúde e educação.

“Essa crise no transporte escolar expõe uma grave falha na gestão pública da Prefeitura de Macapá. A ausência de planejamento e compromisso com as obrigações financeiras pode ser vista como um reflexo da falta de responsabilidade administrativa. Os pais dos alunos, preocupados com a educação dos filhos, começam a questionar as prioridades da gestão municipal e a eficácia das políticas públicas voltadas para a educação”, avalia o professor aposentado Allan Mutinho, que diz conhecer bem a situação da comunidade de Campina Grande.

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