Apenas 47 das 196 delegações esperadas confirmaram sua acomodação até o momento, acendendo um alerta no governo brasileiro e gerando insatisfação expressa por um dirigente da Organização das Nações Unidas
A COP30 que será realizada em Belém, Pará, enfrenta desafios logísticos e diplomáticos a três meses do evento. Até agora, apenas 47 das 196 delegações confirmaram hospedagem, o que gerou preocupação no governo brasileiro e crítica de um dirigente da ONU. As discussões sobre os custos de hospedagem e subsídios foram tensas, com o governo se recusando a aumentar subsídios para países com renda semelhante à do Brasil. Além disso, foi sugerida uma revisão do limite diário subsidiado pela ONU em Belém, atualmente em US$ 144, tentando ajustá-lo aos preços de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

A insatisfação sobre a situação foi expressa publicamente, incluindo uma postagem de Juan Carlos Monterrey Gómez, representante do Panamá, que chamou as condições de hospedagem de “inaceitáveis”. Houve também um desentendimento entre ele e a presidência brasileira sobre regras de procedimento.
Uma pesquisa da UNFCCC indicou que 87% das delegações não confirmaram hospedagem devido aos preços. Para melhorar a situação, o governo brasileiro, por meio de sua equipe, espera que as respostas às preocupações encorajem mais delegações a reservar acomodações. Uma força-tarefa iniciou contatos diretos com países, focando nas nações em desenvolvimento, para ajudar na realização das reservas.

A preparação para a COP30 em Belém apresenta desafios, apesar de garantias de infraestrutura. O governo brasileiro disponibilizou mais de 53 mil leitos, atendendo à demanda da ONU, mas enfrenta preocupações sobre os preços, considerados altos pelos especialistas.
A baixa adesão de delegações, como a da China, refletiria dificuldades de hospedagem devido aos custos elevados, o que pode comprometer o quórum e a legitimidade das negociações.
Problemas na plataforma oficial de hospedagem e a estratégia de aguardar queda de preços também aumentam as incertezas. O governador do Pará defende que há leitos suficientes, mas reconhece a precariedade dos preços.
Obra de montagem dos pavilhões e avanços em segurança seguem em ritmo acelerado. Em resumo, apesar dos esforços, o cenário atual traz riscos à participação efetiva na conferência, colocando em xeque a legitimidade das decisões e a realização de um evento de grande relevância global.

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