O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, foi preso por agentes da PF — Foto: ©LINKEDIN/Reprodução
Uma operação da Polícia Federal realizada em 12 de maio prendeu Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, em investigação de fraude no INSS. A ação, autorizada pelo STF, buscou combater um esquema de desvios de aposentadorias e pensões, envolvendo transferências ilegais de R$ 9,3 milhões, e apreendeu bens de luxo.
Antônio Carlos atuava como lobista facilitando fraudes, enquanto Maurício era beneficiário oculto. A operação também investigou associações fantasmas que cadastravam aposentados sem autorização, desviando recursos e recebendo vantagens indevidas.

Parlamentares da CPMI do INSS aprovaram a convocação dos envolvidos para depoimentos, além de suspender acordos de cooperação técnica e aprovar projeto de lei para proibir descontos ilegais na folha de pagamento.
A investigação revelou um amplo esquema de corrupção envolvendo entidades, políticos e servidores, com movimentações bancárias sigilosas e suspeitas de relações com grupos ligados ao PT e outros partidos, além de possíveis fraudes em benefícios previdenciários.

Um acordo entre oposição e governo impediu a quebra de sigilo dos ex-ministros da Previdência Carlos Lupi e José Carlos Oliveira, além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg). A comissão responsável determinou que terá acesso às informações bancárias das associações cuja privacidade foi violada desde o início do cooperação técnica com o INSS.
Em todas as investigações, sinais de riqueza excessiva de alguns envolvidos aparecem, como no caso de Milton Baptista de Souza, conhecido como “Milton Cavalo”, presidente do Sindnapi, que construiu uma mansão com piscina enquanto a entidade aumentava seus lucros com descontos de aposentados do INSS. A vice-presidente da entidade, “Frei Chico”, contraria seu nome, não participa de missas ou rezas.

“Careca do INSS” provoca alvoroço ao insinuar possível delação
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi ouvido na CPI do INSS. Ele está preso desde a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário que desviou dinheiro de milhões de aposentados e pensionistas, envolvendo também o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e o presidente do INSS.
A CPI aumentou a temperatura após a quebra de sigilos de várias pessoas e entidades suspeitas, incluindo a recente oitiva de Lupi, questionado sobre suas ligações com suspeitos. A prisão do lobista levanta preocupações sobre suas possíveis relações com deputados e senadores, já que registros indicam que ele se encontrava com políticos antes da revelação do escândalo.
A ficha dele indicava tentativas de planejar fuga do país, levando à sua prisão autorizada pelo ministro André Mendonça. Relatórios da Polícia Federal indicam que Antunes possui influência política, capacidade de intimidar e ameaçar testemunhas, além de estar envolvido em um esquema de corrupção que também ameaça as investigações.
A CPMI do INSS confirmou que há esquema de segurança para o depoimento do lobista, que deve esclarecer suas operações e relações com políticos envolvidos.

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