Macapaprev apresenta rombo superior a R$ 220 milhões sob a administração do prefeito Antônio Furlan

É publico e notório que a Prefeitura de Macapá está com as finanças em pandarecos devido a gastos exorbitantes e em espiral crescente com a proximidade das eleições gerais do ano que vem. De onde tirar dinheiro para tantas extravagâncias?



A pergunta que ecoa nos quatro cantos da capital amapaense parece ter encontrado uma resposta chocante: de onde o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), estaria tirando dinheiro para bancar suas despesas estratosféricas?
O portal obteve informações que apontam para uma possibilidade estarrecedora: a utilização de recursos do Instituto de Previdência do Município de Macapá (Macapaprev) para financiar o alto custo da atual gestão municipal.

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CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis
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Sem dúvida, o cenário é alarmante. O instituto, responsável pela aposentadoria e pensão de mais de 11 mil servidores municipais, estaria enfrentando a crise mais severa desde sua criação, com um rombo que se aproxima de R$ 230 milhões.
A situação financeira do Macapaprev é de crise sem precedentes, segundo o levantamento. A queda no saldo de caixa levanta sérias dúvidas sobre a capacidade futura de o órgão honrar os pagamentos de aposentadorias e benefícios, colocando em risco o futuro de milhares de servidores que dedicaram décadas ao serviço público.

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Um comunicado oficial do Ministério da Previdência Social, enviado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AP) em julho de 2025, expôs a gravidade da situação. O caixa do Macapaprev despencou de R$ 176,8 milhões em julho de 2023 para apenas R$ 39,4 milhões em julho de 2025.
Esta redução, em apenas dois anos, representa um prejuízo de cerca de R$ 221 milhões nas contas do instituto, uma “montanha de dinheiro” que, para muitos servidores já aposentados ou em vias de se aposentar, pode significar a não concretização de seus benefícios.

O Ministério da Previdência indica que a prefeitura deixou de repassar mais de R$ 84 milhões para a aposentadoria dos funcionários
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O Ministério da Previdência Social apontou a redução de R$ 84 milhões nas contribuições patronais como uma das principais explicações para a crise. As contribuições patronais são os repasses obrigatórios que a Prefeitura de Macapá, na qualidade de empregador, deve destinar ao instituto para a formação do fundo previdenciário. A falha nesses repasses, se confirmada, indicaria um desvio de responsabilidade do próprio município.
Adicionalmente, uma análise do portal no Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência (CADPrev) revelou um “padrão alarmante” nos saques do instituto:
Média mensal em 2023-2024: os saques giraram em torno de R$ 4 milhões.


Aumento drástico recente: em poucos meses, os valores saltaram para montantes entre R$ 7 milhões e quase R$ 10 milhões.
O aumento exponencial e repentino dos saques, somado à queda nas contribuições da prefeitura, levanta fortes suspeitas de que os recursos da Macapaprev possam estar sendo utilizados para cobrir o alto custo da gestão do prefeito Antônio Furlan, conforme a denúncia que circula na cidade e que agora ganha contornos mais concretos com os dados financeiros.
A situação exige imediata e rigorosa investigação do Ministério Público e do Tribunal de Contas para determinar a destinação exata dos recursos e assegurar que o fundo previdenciário dos servidores de Macapá seja integralmente recuperado e protegido.


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