Desmandos do prefeito de Oiapoque: professores lutam por direitos enquanto autoridades ficam em silêncio

Mesmo com uma gestão farta em denúncias de malversação, peculato e corrupção, Breno Almeida foi reeleito em 2024. Agora, o município amapaense que faz fronteira com a Guiana está em processo de falência



Nacionalmente reconhecido por suas excentricidades enquanto prefeito de Oiapoque, situada a 590 quilômetros de Macapá, Breno Almeida (PP) gosta mesmo de estar no olho do furacão. Atualmente, ele iniciou sua nova administração (foi reeleito em 2024) lidando com uma crise envolvendo os profissionais da educação e da saúde, que protestam contra salários atrasados e a falta do pagamento do 13°. Servidores relatam que os atrasos começaram em agosto do ano passado e ainda não receberam os vencimentos de dezembro.

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Em decorrência dos atrasos nos pagamentos no segundo semestre, alguns funcionários foram despejados de suas residências e não conseguiram realizar as celebrações de fim de ano. Uma professora que foi desligada em 31 de dezembro declarou que todos os contratados foram demitidos sem receber salários ou benefícios. Ela mencionou que não houve esclarecimentos e que a Secretaria da Educação não está disponível. Muitos não puderam ter ceia de Natal e Ano Novo devido às dificuldades financeiras.
O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá pede posicionamento da prefeitura de Oiapoque sobre a crise, sem resposta até o momento.

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Dias atrás, o prefeito Breno decretou calamidade financeira, porém pagou quase R$ 300 mil por uma apresentação no réveillon.
Sob sua gestão, a prefeitura enfrenta denúncias de corrupção, resultando em seu afastamento temporário. O bloqueio financeiro se deve a multas por não cumprir ordens sobre resíduos sólidos.
Breno já foi preso por acusações de crime eleitoral e desacato, entre outros casos, negando as acusações e pagando fiança em alguns episódios.


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