A PF encontrou indícios de que os contratos firmados após a adjudicação recebiam aditivos com valores muito acima dos parâmetros legais de correção. Isso poderia indicar superfaturamento e divisão dos lucros entre os envolvidos
A Polícia Federal deflagrou no Amapá a Operação Radier, que investiga construtoras suspeitas de desviar dinheiro público por meio de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados e nas sedes das empresas relacionadas às Prefeituras de Macapá, Santana e Pedra Branca do Amapari.

As empresas envolvidas, cujos nomes ainda não foram divulgados, teriam conseguido vencer licitações mesmo apresentando documentos que pareciam apenas de fachada. As investigações apontam que os processos eram manipulados, com a desclassificação antecipada de concorrentes.
Os contratos feitos com essas construtoras apresentavam valores superfaturados e havia indícios de movimentações financeiras suspeitas, incluindo saques feitos por pessoas sem vínculo formal com as empresas.
Acredita-se que o grupo investigado movimentou mais de R$ 80 milhões em recursos públicos, possivelmente cometendo crimes como fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, os processos de licitação eram manipulados para que apenas uma empresa fosse aprovada, mesmo sem ter funcionários registrados ou sede adequada. Muitas empresas eram desclassificadas injustamente, levantando suspeitas de conluio.

A Polícia Federal encontrou provas de que os contratos estavam sendo alterados com valores acima do permitido, sugerindo superfaturamento e divisão de lucros. Também foi descoberto que parte das obras não era realizada pela empresa contratada, mas passada para outras.
Além disso, identificaram grande circulação de dinheiro em espécie por pessoas sem vínculo com as empresas, indicando ocultação de recursos ilegais, e a transferência de valores para servidores públicos envolvidos nas licitações.

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