Segundo o estudo da Henley & Partners, entre os países analisados, o Brasil é o sexto que mais deve perder milionários, atrás de Reino Unido (16,5 mil), China (7,8 mil), Índia (3,5 mil), Coreia do Sul (2,4 mil) e Rússia (1,5 mil)
O Brasil está se tornando menos atraente para famílias ricas. Um estudo da Henley & Partners estima que 1,2 mil pessoas com fortuna acima de US$ 1 milhão planejam deixar o país este ano, um aumento de 50% em relação a 2024. O Instituto Millenium afirma que quase um quinto dos milionários saiu nos últimos dez anos. O Brasil deve ser o sexto país a perder milionários, atrás de países como Reino Unido e China. Se todos realmente se mudarem, levarão cerca de US$ 8,4 bilhões.

Essa saída de milionários significa mais do que a perda de dinheiro; representa também a perda de talentos. Leonardo Chagas, especialista em investimentos, destaca que empresários e investidores experientes estão partindo, o que pode prejudicar a inovação e o setor de startups no Brasil. Além disso, essa fuga transmite uma mensagem negativa aos investidores estrangeiros: se brasileiros estão desistindo do país, por que outros deveriam investir aqui? Isso aumenta a percepção de risco e afasta capital externo.

A violência é uma das principais razões para a saída das famílias, que vivem com medo, mesmo adotando medidas de segurança. Outros fatores como impostos altos, falta de oportunidades, e a instabilidade política e econômica também influenciam as decisões de deixar o Brasil. Chagas menciona que há uma percepção de que o “contrato social” foi rompido: as pessoas de alta renda pagam impostos elevados, mas não recebem bons serviços públicos, levando a custos duplicados em saúde e educação.

O Brasil perdeu 18% de seus milionários entre 2014 e 2024. Mudanças na política econômica, como as do Partido Trabalhista no Reino Unido, que tentaram aumentar impostos sobre os ricos, também resultaram em fuga de milionários em busca de maior segurança e liberdade econômica.

Esse êxodo prejudica a economia brasileira, pois resulta na perda de capital que poderia financiar novas empresas e gerar empregos. Além disso, a saída reduz a arrecadação de impostos, dificultando investimentos em melhorias públicas.
Alguns brasileiros estão procurando novos destinos, com os Emirados Árabes Unidos liderando, seguidos por Estados Unidos e Itália. Esses países oferecem benefícios como isenção fiscal e estabilidade política, atraindo famílias de alta renda.

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