Meningite leva neurocirurgião a um coma, onde vivencia experiência transcendental que muda sua vida

O dr. Alexander era cético até passar por uma EQM muito significativa durante uma meningite bacteriana, que o fez permanecer em coma em uma UTI por uma semana



Alexander foi ao céu

Durante mais de 25 anos, o dr. Eben Alexander trilhou uma carreira impecável como neurocirurgião, professor de Harvard e fervoroso defensor da lógica científica. Para ele, a consciência era estritamente um produto do cérebro. Relatos de Experiências de Quase Morte (EQMs)? Pura fantasia, alucinações de um cérebro moribundo. Sua visão, porém, foi completamente “virada do avesso” quando se tornou o paciente de sua própria especialidade.
Em novembro de 2008, Alexander foi acometido por uma rara e grave meningite bacteriana, que atacou seu córtex cerebral, a parte que, segundo ele mesmo, nos torna humanos. Levado às pressas ao hospital, ele logo entrou em coma profundo. Os médicos, incluindo seus próprios colegas, viam poucas esperanças. Seu neocórtex estava inoperante, “completamente ausente,” nas palavras do próprio médico.
Foi nesse estado de inconsciência física que o extraordinário aconteceu.

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CAPACAPA29 de novembro de 2024Emanoel Reis
EDITORIALEDITORIAL8 de fevereiro de 2010Emanoel Reis

Uma prova do céu: a viagem transcendental
Enquanto o corpo de Alexander lutava pela vida por longos sete dias, em um momento em que a família já ponderava a interrupção do tratamento, sua consciência embarcou em uma jornada por um mundo completamente estranho. Segundo seu relato, ele se viu mergulhado em uma realidade difusa, repleta de paisagens celestiais, seres luminosos (que descreveu como não sendo anjos nem pássaros, mas uma “forma superior”) e uma guia angelical que o conduziu aos “reinos mais profundos da existência superfísica”.

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Em suas memórias, Alexander descreve um lugar de nuvens rosadas contra um céu azul-escuro e a experiência de uma consciência desimpedida, onde conceitos como “braços, pernas, ver ou ouvir” se misturavam e aconteciam simultaneamente. Mais crucial que as visões foi a descoberta transformadora: a existência da vida após a morte e a profunda e inegável relação de tudo com uma fonte divina, um Deus que nos ama.

Do ceticismo à nova convicção
O “milagre médico” aconteceu no início do sétimo dia: os olhos de Eben se abriram. Ele estava de volta. Mas não era mais o mesmo.
Ao analisar sua experiência à luz de seu vasto conhecimento neurológico, o Dr. Alexander confrontou seu ceticismo anterior. Ele sabia que, com o neocórtex inoperante — literalmente “comido” pela bactéria —, a complexidade e a riqueza de sua EQM não poderiam ter sido uma mera alucinação produzida pelo cérebro.


Essa contradição levou Alexander a uma nova missão: compartilhar essa história para conciliar a ciência e a espiritualidade. Ele narrou sua experiência no best-seller internacional “Uma Prova do Céu: A Jornada de um Neurocirurgião à Vida Após a Morte” (Proof of Heaven), em que tenta desmantelar as explicações puramente materialistas para o que vivenciou, utilizando sua expertise médica para argumentar que a consciência não é apenas um subproduto do cérebro.

O livro, narrado com o fascínio de um paciente e a objetividade de um médico, se tornou um fenômeno global, permanecendo por 97 semanas na lista de best-sellers do New York Times e rendendo-lhe aparições em programas de TV, como o de Oprah Winfrey.
A jornada do dr. Eben Alexander, de cético intransigente a mensageiro da vida após a morte, continua a gerar intenso debate, propondo uma reflexão fundamental: será que a ciência materialista já conhece todas as dimensões da existência e da consciência? O legado de Alexander é um convite a olhar para o cérebro não como a única fonte da vida, mas como um transmissor da consciência que, para ele, é infinita.


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