O cenário atual é de cofres vazios, indicando problemas contínuos com pagamentos a empresas terceirizadas e questões relacionadas a atrasos salariais
A Prefeitura de Macapá, sob a gestão do prefeito Antônio Furlan (MDB), enfrenta uma grave crise financeira que tem se manifestado, de forma mais recente e dolorosa, no atraso do pagamento do 13º salário dos prestadores de serviço terceirizados que atuam na Secretaria Municipal de Educação (Semed). Este calote, que afeta diretamente o sustento de centenas de famílias e a qualidade dos serviços essenciais, reflete um panorama de recorrentes dificuldades orçamentárias já noticiadas na Imprensa amapaense.

A situação atual de inadimplência com os terceirizados da Educação, que engloba o não pagamento de verbas como o 13º e, em alguns casos, atrasos em salários mensais e vale-alimentação, acendeu o alerta para o descontrole das finanças públicas. Tais problemas ecoam preocupações levantadas por investigações e denúncias passadas que apontaram para irregularidades e má gestão durante o mandato do prefeito Furlan.

Em setembro de 2025, por exemplo, o prefeito foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga fraude em licitação de um hospital municipal e possíveis desvios de recursos da Secretaria Municipal de Saúde, incluindo um montante de saques em espécie de cerca de R$ 9 milhões por um dos investigados. Essa instabilidade administrativa e as suspeitas de gastos excessivos ou irregulares por parte da gestão do MDB contribuem para a fragilização da capacidade de pagamento da prefeitura.

Historicamente, a administração municipal de Macapá tem lutado com o compromisso de pagamento, atingindo frequentemente tanto empresas terceirizadas quanto servidores da Educação e outras áreas. A crise atual, com a suspensão de aulas em algumas unidades da rede municipal de ensino devido à paralisação dos terceirizados por falta de pagamento, conforme noticiado em outubro de 2025, ilustra o impacto direto da desorganização financeira no cotidiano da população.

A falta de regularidade nos pagamentos leva a um efeito cascata de precarização: escolas ficam sem serviços básicos de limpeza e suporte, e trabalhadores se veem forçados a assumir desvios de função para manter o mínimo de funcionamento das unidades.
Embora a PMM tenha, em junho de 2025, atribuído atrasos pontuais de salários de servidores à falhas em sistemas bancários, a repetição e a gravidade das interrupções de pagamento a terceirizados indicam problemas estruturais que extrapolam questões operacionais, reforçando a percepção de uma crise financeira crônica e a necessidade urgente de transparência e ajuste nas contas municipais.

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