AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio ultrapassam US$ 10 bilhões em fevereiro e batem recorde para o mês

Foto: Cláudio Neves/Appa

As exportações alcançaram cifra nunca obtida para meses de fevereiro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que as exportações do agronegócio em fevereiro alcançaram o valor recorde de US$ 10,51 bilhões. Segundo a pasta, a maior cifra exportada durante o período havia sido registrada em 2019, quando foram contabilizados US$ 6,84 bilhões.

O crescimento das exportações foi motivado pelo aumento dos preços médios dos produtos exportados (+24 %), e pela alta na quantidade exportada (+33,7%). A atividade teve desempenho favorável com destaque para a soja em grãos, (+3,63 milhões de toneladas, que resultaram em exportações de 6,27 milhões de toneladas) e farelo de soja (+50,2%).
Outro produto que influenciou o alto número de exportações foi a carne bovina, com crescimento das vendas externas de 75,1%, atingindo US$ 965,02 milhões. O volume exportado aumentou 42% e o preço médio de exportação 23,3%. Como maior comprador, a China foi responsável por 87,1 mil toneladas de exportações, totalizando US$ 546,49 milhões.
Ao mesmo tempo, o café verde acumulou US$ 828,05 milhões em exportações, enquanto o trigo totalizou US$ 246,3 milhões. Arábia Saudita (19,6% de participação); Marrocos (15,6%); e Indonésia (15%) foram os principais destinos para a entrega do cereal.

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Safra de grãos chegará a 261,6 milhões de toneladas em 2022

A safra nacional de grãos deve alcançar 261,6 milhões de toneladas em 2022, segundo a estimativa de fevereiro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE. O volume representa um recuo de 3,8% na comparação com a estimativa do mês anterior. Apesar disso, segundo o IBGE, a colheita deve avançar 3,3% em relação a de 2021, quando atingiu 253,2 milhões de toneladas, um novo recorde na série histórica.
Para o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, o resultado foi influenciado por fatores climáticos. “Esse declínio na estimativa se deve aos problemas climáticos enfrentados por estados da região Sul, como Rio Grande do Sul e Paraná, notadamente a falta de chuvas durante a 1ª safra”, disse.


“Mesmo com elevados investimentos na produção da leguminosa, os efeitos adversos causados pela estiagem têm afetado drasticamente o desempenho das lavouras de verão nos estados do centro-sul do país”, informou o gerente.
Com a queda estimada em 1,1% em relação ao mês anterior e alta de 23,9% em relação a 2021, a produção de milho deve chegar a 108,7 milhões de toneladas.

Após uma grande queda na produção, em 2021, efeitos do atraso do plantio da 2ª safra e da falta de chuvas nos principais estados produtores, espera-se um ano dentro da normalidade o que propiciará a recuperação das lavouras de milho, inclusive devendo atingir um novo recorde nacional”, completou.

— Carlos Barradas/IBGE

O arroz deve ter produção de 10,7 milhões de toneladas, volume que vai corresponder a recuo de 3,2% ante o mês anterior e de 7,9% ao ano anterior. Carlos Barradas avaliou que a principal responsável pela queda foi a forte estiagem na Região Sul que afetou as lavouras de sequeiro e restringiu a irrigação de grande parte das demais. Ainda assim, o gerente considerou que o consumo não será atingido. “Tanto a produção de arroz, quanto a de feijão devem atender ao consumo do mercado interno”, afirmou.
As culturas de soja, de milho e de arroz equivalem a 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,7% da área a ser colhida em 2022.


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