Perspectivas de 2025 indicam produção em alta, porém setores enfrentam desafios financeiros e ambientais
O agronegócio brasileiro está otimista com uma safra recorde de grãos projetada em 322,2 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% em relação ao ano anterior

O agronegócio brasileiro entra em 2025 com otimismo e desafios que exigem planejamento. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma safra recorde de grãos, estimada em 322,2 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% em relação à temporada anterior. A soja e o milho devem ter suas maiores produções históricas, especialmente o milho, que terá aumento de produtividade, apesar de uma leve redução na área plantada.

Entretanto, as condições climáticas podem ser imprevisíveis, com especialistas alertando para um possível novo evento de El Niño, que poderia causar secas no centro e chuvas excessivas no Sul. Além disso, o aumento das taxas de juros e a pressão por margens menores exigem cautela na gestão das lavouras e finanças dos produtores.
Os preços das commodities agrícolas tendem a cair em 2025 devido à recuperação de estoques globais e à menor demanda, especialmente da China.
Acordos comerciais com a União Europeia podem criar novas oportunidades para o Brasil. Internamente, a renda familiar deve manter a demanda, enquanto o Brasil se mostra competitivo no agronegócio global, em parte devido à sua defesa sanitária. A Conab espera um crescimento de 3,5% no PIB agropecuário e um aumento nas exportações de proteínas animais, com a avicultura alcançando níveis recordes.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio, enfatiza a importância de investir em tecnologia e práticas para aumentar a resiliência diante das adversidades climáticas. Ele destaca também a necessidade de uma gestão financeira eficiente devido ao crédito rural mais caro. Políticas públicas que fortaleçam o seguro rural são essenciais em tempos de incerteza.
O agronegócio brasileiro tem demonstrado sua força, mas precisa diversificar mercados e garantir uma produção sustentável para manter seu papel de liderança no mercado agrícola global. Apesar dos desafios, o setor deve continuar competitivo, com espaço para otimismo na nova safra.
