POLÍTICA

Governadores deixaram de cumprir mais da metade das promessas de campanha, aponta levantamento

Nas eleições gerais de 2018, o então candidato à reeleição Waldez Góes protagonizou uma cena bizarra

As próximas eleições se aproximam e muitos mandatos estão chegando ao fim. Em levantamento feito pelo site G1, os governadores não aparecem com bons números, cumprindo pouco menos da metade das promessas realizadas na campanha eleitoral de 2018

Faltando apenas seis meses para o fim dos atuais mandatos, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal cumpriram apenas quatro de cada dez promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2018.
Levantamento feito pelo g1 aos três anos e meio de governo mostra que 39% dos 1.157 compromissos assumidos pelos então candidatos, eleitos para um mandato de quatro anos, foram integralmente cumpridos.

Foram consideradas as ações tomadas pelos governos estaduais entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2022 – ou seja, exatamente três anos e meio de governo. O balanço completo dos quatro anos será publicado posteriormente, ao término do mandato.
A relação completa por estado está na página especial “As promessas dos políticos”. No link, é possível ver todas as promessas feitas pelos governadores e o andamento de cada uma. Para selecionar as promessas em 2018, o g1 considerou o que pode ser claramente cobrado e medido.
A relação completa por estado está na página especial “As promessas dos políticos”. No link abaixo, é possível ver todas as promessas feitas pelo governador Waldez Góes (PDT) e o andamento de cada uma.


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Promessas de campanha do então candidato Waldez Góes


O andamento das promessas
Na atualização anterior, após dois anos e meio de gestão, o percentual de promessas cumpridas era de 26% – uma diferença de 13 pontos percentuais para o atual índice, de 39%.
Os dados do levantamento também mostram que 24% das promessas foram cumpridas parcialmente durante três anos e meio de gestão – o que significa que ainda há pendências para que o trabalho seja considerado entregue. Há um ano, esse percentual era o mesmo, de 24%.


LITERATURA AMAZÔNICA
O romance intitulado “Trezoitão”, de autoria do jornalista Emanoel Reis, está à venda na Loja Kindle. A história inicia com o assassinato de um deputado estadual, conhecido defensor de pequenos agricultores no interior do Pará. O autor do crime, codinome “Trezoitão”, é um matador de aluguel financiado por consórcio montado nos escaninhos do governo estadual, comandado pelo próprio governador. Ele é muito ligado ao latifúndio (pecuaristas, madeireiros, carvoeiros, grileiros). Toda a trama é ambientada nos Estados do Pará e Amapá. Quer saber mais sobre esta obra?

No acompanhamento feito em junho de 2021, os gestores citaram a pandemia em suas justificativas sobre os andamentos dos projetos em quase 1/5 das promessas não cumpridas ou cumpridas em parte.
Um ano depois, em junho de 2022, a pandemia ainda é citada em 1/6 das promessas não cumpridas ou cumpridas em parte. Junto a isso, a falta de recursos e a crise econômica também foram argumentos constantes entre as gestões estaduais.

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Desde 2020, a pandemia da Covid-19 foi um argumento usado de forma recorrente pelos governos estaduais como motivo para não conseguir cumprir determinadas promessas.
No acompanhamento feito em junho de 2021, os gestores citaram a pandemia em suas justificativas sobre os andamentos dos projetos em quase 1/5 das promessas não cumpridas ou cumpridas em parte.
Um ano depois, em junho de 2022, a pandemia ainda é citada em 1/6 das promessas não cumpridas ou cumpridas em parte. Junto a isso, a falta de recursos e a crise econômica também foram argumentos constantes entre as gestões estaduais.

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Divisão por temas

Em termos percentuais, as promessas envolvendo mobilidade urbana e turismo lideram o ranking de não cumpridas. Por outro lado, entre os compromissos cumpridos, os envolvendo transparência, administração e educação e cultura têm os maiores percentuais.

Veja a divisão das promessas por tema:


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