POLÍTICA

CPMI anuncia agenda de trabalho e ameaça acirrar polarização política para eleições gerais de 2026

Lulopetistas e bolsonaristas estão escolhendo as armas para o embate na comissão que deve esquentar a disputa política com reflexos na campanha presidencial do ano que vem

CPMI deve antecipar a polarização dos palanques de 2026  — Foto/Arte: Daniel Medeiros


O governo decidiu não lutar contra a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), proposta pela senadora Damares Alves e a deputada Delegada Fernanda, para investigar descontos irregulares em aposentadorias do INSS. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve fazer a leitura do requerimento na próxima sessão do Congresso, marcada para 27 de maio. A CPMI deverá ser um espaço de confronto entre bolsonaristas e lulopetistas, gerando material para redes sociais e narrativas para as eleições de 2026.

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Nos últimos dias, a movimentação em torno da CPMI aumentou. Alcolumbre se reuniu com a ministra Gleisi Hoffmann e disse que não podia adiar mais a leitura do requerimento, atendendo à pressão da oposição que obteve as assinaturas necessárias. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também participou de reuniões com Gleisi e outros ministros para discutir a situação.


Gleisi expressou preocupações sobre a CPMI, afirmando que sua criação poderia prejudicar a investigação policial e atrasar o ressarcimento das vítimas, já que sua duração é prevista para seis meses. O governo agora busca ocupar posições estratégicas na CPMI, e o nome da deputada Tabata Amaral é considerado para a relatoria. Rogério Carvalho, do PT, condicionou seu apoio ao requerimento à inclusão de investigações sobre irregularidades do governo Bolsonaro e Michel Temer.

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Os opositores estão preparando dossiês para pressionar o governo, enquanto atacam a demora na investigação e tentam implicar Lula em crimes de responsabilidade. Rogério Marinho, líder da oposição, apresentou uma representação para investigar a AGU, que, segundo ele, não acionou judicialmente grupos envolvidos nos descontos irregulares. O governo, por sua vez, mira ex-integrantes do governo Bolsonaro, como Marinho e José Carlos Oliveira, que pode estar ligado às entidades investigadas.


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