SAÚDE

Macapá (AP) — Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026


Remédio chinês revolucionário deixa concorrente famoso no chinelo na cura do câncer de pulmão

Empresa pouco conhecida abalou o setor de biotecnologia com seu novo medicamento

O ivonescimab foi considerado em um teste conduzido na China como tendo superado o Keytruda, o medicamento de sucesso desenvolvido pela Merck que arrecadou mais de US$ 130 bilhões (cerca de R$ 769 milhões) em vendas — Hal Gatewood/Unsplash


O DeepSeek causou sensação ao apresentar uma inovação surpreendente a um preço inacreditável, e essa mudança não se limita às grandes empresas de tecnologia, mas está ocorrendo silenciosamente no setor farmacêutico. Em setembro, a Akeso, uma empresa de biotecnologia chinesa relativamente desconhecida, fez uma grande revelação com seu novo medicamento para câncer de pulmão.

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O ivonescimab, o novo tratamento, foi considerado melhor que o Keytruda, medicamento popular da Merck que gerou mais de US$ 130 bilhões em vendas. Pacientes que usaram o ivonescimab tiveram seus tumores resistindo por 11,1 meses, em comparação com 5,8 meses para o Keytruda, de acordo com dados clínicos apresentados em uma conferência importante. As ações da Summit Therapeutics, parceira da Akeso nos EUA, subiram mais de 100% após a notícia, pois a empresa tinha licenciado o direito de vender o medicamento na América do Norte e Europa.


Apesar de ser um momento significativo para a biotecnologia chinesa, a notícia passou despercebida fora da indústria. Porém, a visibilidade aumentou após os eventos da DeepSeek, que jogaram luz sobre inovações na China. Michelle Xia, CEO da Akeso, comentou sobre o papel crescente da biotecnologia chinesa no cenário global. A Akeso expressou sua empolgação ao ver seu medicamento competir com o Keytruda, destacando a inovação proveniente da boa compreensão da biologia da doença e do talento disponível na China.

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Historicamente, a maioria das empresas farmacêuticas na China era estatal e, por muitos anos, se focava em replicar medicamentos existentes. No entanto, nos últimos dez anos, o setor começou a desenvolver medicamentos avançados e estabeleceu acordos bilionários de licenciamento com parceiros ocidentais para distribuir produtos globalmente. O crescimento de acordos de licenciamento na China saltou de 46 em 2017 para mais de 200 no ano passado, com o valor total aumentado de US$ 4 bilhões para US$ 57 bilhões.


Enquanto as conquistas da Akeso ressoam fora da China, existe preocupação interna sobre a qualidade dos medicamentos genéricos nacionais. Recentemente, uma investigação oficial questionou essa qualidade, mas o regulador de saúde da China defendeu a segurança dos medicamentos. Muitos consumidores ainda mostram preferência por medicamentos importados, citando suspeitas sobre a qualidade dos produtos locais.

O novo medicamento da Akeso já foi aprovado na China para alguns pacientes, mas ainda está distante de ser comercializado nos EUA. Um ensaio global está previsto para o final deste ano, o que pode consolidar ainda mais sua eficácia e destacar os avanços na biotecnologia chinesa.

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