Profissionais de saúde de Macapá se preparam para oferecer os melhores cuidados aos recém-nascidos

O método canguru tem se mostrado eficaz na redução da morbimortalidade neonatal e no estímulo ao aleitamento materno, sendo uma prática cada vez mais adotada em unidades de saúde ao redor do mundo
Na quinta-feira (22), o Governo Estadual deu início a uma oficina destinada às equipes técnicas de seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Macapá. O propósito é treinar os profissionais no Método Canguru de Cuidado Compartilhado, visando aprimorar suas habilidades de acolhimento e acompanhamento de recém-nascidos após a alta hospitalar.
O Método Canguru adota uma abordagem na neonatologia que prioriza o contato direto entre o bebê e os pais, colocando-o em contato pele a pele, similar à maneira como os cangurus carregam seus filhotes. A intenção é que esse contato promova uma estabilidade térmica maior para o recém-nascido, reduzindo a necessidade de incubadoras e contribuindo para a diminuição da taxa de mortalidade infantil. Além disso, essa estratégia funciona como um incentivo crucial ao aleitamento materno.
Há uma década, o Método Canguru está presente no estado do Amapá, onde a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Governo Federal, periodicamente trabalha na certificação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo Rozilene Valadares, responsável técnica de Saúde da Criança da Sesa, a capacitação é fundamental para fortalecer o atendimento ao público-alvo.
“A nossa meta com a oficina é aprimorar ainda mais o conhecimento dos profissionais que atuam na rede de atenção primária à saúde, garantindo que os recém-nascidos recebam cuidados abrangentes e especializados. Como Macapá concentra o maior número de pacientes, decidimos começar a capacitação pela capital”, afirma Rozilene.

As oficinas estão programadas para seguir até o dia 1º de março. Envolvido no treinamento, o enfermeiro Felipe Tolosa destaca a relevância desse processo para o acompanhamento dos pacientes com atenção.

