Vacinação infantil no Brasil não atinge meta pela primeira vez em duas décadas

Por Isabela Queiroz
A cobertura vacinal no Brasil já chega a uma queda de 27% para alguns imunizantes nos últimos cinco anos. O cenário é ainda mais preocupante no caso das vacinas indicadas para crianças de até um ano de idade. Isso porque, pela primeira vez em quase 20 anos, o País não atingiu a meta para nenhuma das vacinas indicadas para essa faixa etária. As informações são da Folha de S. Paulo com base em dados do Programa Nacional de Imunização.
A meta de vacinação de bebês e crianças é, geralmente, de 90% para as vacinas contra tuberculose e rotavírus e 95% para as demais vacinas. No entanto, em 2019, nenhuma vacina indicada para o grupo de crianças de até um ano completo atingiu o patamar. Enquanto no ano anterior, mesmo apresentando queda, três das nove principais vacinas indicadas a essa faixa etária alcançaram a meta.
O Brasil já teve momentos em que sete vacinas estavam dentro da cobertura ideal e com as demais em cenário semelhante. Os dados de 2019 mostram, no entanto, que oito das nove vacinas indicadas a crianças de até um ano de idade tiveram queda na adesão.
A tríplice viral foi a vacina que registrou maior índice (91,6%) de cobertura na vacinação de rotina. Isso pode estar relacionado ao aumento das informações sobre o sarampo, já que o imunizante protege contra a doença. Já as vacinas contra poliomielite e tuberculose alcançaram o menor índice de cobertura em ao menos 23 anos.
O País registrou os primeiros sinais de redução na cobertura vacinal em 2015, mas apenas em 2017 o quadro se agravou, quando somente uma vacina atingiu a meta indicada e as demais apresentaram retração. No ano seguinte, alguns imunizantes tiveram leve recuperação, mas a situação ainda era grave. Dados mais recentes mostram que a queda se manteve em 2019, primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda não há informações exatas acerca da causa da diminuição das coberturas. Pesquisas que estavam sendo aplicadas desde o último ano foram adiadas devido à pandemia. Questionado pela Folha, o Ministério da Saúde (MS) afirma ter ampliado campanhas de conscientização e atribui a queda registrada em 2019 à redução que já vinha acontecendo nos últimos anos.

Edição: Emanoel Reis
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