TRE-AP analisa pedido de novo julgamento de Antônio Furlan em denúncia por compra de votos em 2020

O autor da ação é o empresário Josiel Alcolumbre, atual presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Amapá, que disputou a PMM contra Furlan três anos atrás

No dia 23 de fevereiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) irá analisar o recurso do empresário Josiel Alcolumbre, ex-candidato à Prefeitura de Macapá nas eleições de 2020. Ele almeja reabrir a investigação sobre a alegação de compra de votos e abuso de poder econômico envolvendo o também candidato a prefeito de Macapá na época, Antônio Furlan, eleito após acirrada disputa. Na ocasião, foi encontrado o montante de R$ 30 mil no comitê da campanha de Furlan.

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Para Alcolumbre, esse julgamento é de extrema importância para a democracia e transparência do processo eleitoral. Caso o recurso dele seja aceito, o processo será reaberto e poderá retomar informações cruciais sobre possíveis irregularidades cometidas durante as eleições de 2020, em Macapá. “A apreensão dos R$ 30 mil em espécie no comitê da chapa de Furlan levanta sérias suspeitas de compra de votos e abuso de poder econômico, o que pode ter influenciado diretamente no resultado das eleições. É fundamental que a justiça eleitoral analise com rigor todas as provas e depoimentos apresentados, garantindo assim a lisura do pleito e a legitimidade do candidato vencedor”, assinala.

A apuração da PF obteve indícios sobre o possível envolvimento de Antônio Furlan em crime de caixa dois (Caixa dois é uma prática financeira ilegal, que consiste em não registrar determinadas entradas ou saídas de dinheiro, criando uma reserva monetária paralela ilegal, que geralmente é utilizada “para deixar de pagar impostos devidos — sonegação de impostos —, para financiar atividades ilegais ou para fazer lavagem de dinheiro”), porém, o processo foi arquivado sem a devida análise das provas.

Caso o recurso seja aceito, será necessário realizar um novo julgamento para esclarecer as dúvidas e garantir a justiça no caso. “É fundamental que todas as partes envolvidas tenham a oportunidade de apresentar suas defesas e que as provas sejam analisadas de forma imparcial e rigorosa”, diz a professora universitária e advogada Maria E. B. de Castro.



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