Sétimo ex-presidente a ser preso, Collor de Mello é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro

Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato



O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada de sexta-feira, 25, após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para cumprir a pena por crimes da Operação Lava Jato. Collor está na Superintendência da Polícia Federal em Maceió, Alagoas. A defesa informou que a prisão ocorreu às 4 horas enquanto ele se dirigia a Brasília.
Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, aguardando recursos no STF desde 2023. O ex-presidente é acusado de cobrar propina em contratos da BR Distribuidora entre 2010 e 2014. Moraes rejeitou os recursos da defesa, considerando-os protelatórios. O plenário do STF deve validar a decisão.

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Fernando Collor foi presidente do Brasil de 1990 a 1992 e renunciou durante um processo de impeachment.
Com a prisão determinada por Moraes, Collor entrou na lista de ex-presidentes que foram presos após o mandato, sendo o terceiro a ser detido desde a redemocratização e o segundo detido após condenação na esfera penal.
Antes dele, Lula havia sido preso em 2018 após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro – posteriormente anulada. O ex-presidente Michel Temer também foi detido preventivamente em dois episódios em 2019, mas não chegou a ser sentenciado.

Confira a lista de ex-presidentes presos:

Hermes da Fonseca
O marechal presidiu o Brasil entre 1910 e 1914. Em julho de 1922, acusado de conspirar no levante militar conhecido como A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. Após 6 meses encarcerado, conseguiu habeas corpus e deixou a prisão.


Washington Luís
Foi presidente durante a eclosão da Revolução de 1930. Após 24 de outubro, foi detido e conduzido ao Forte de Copacabana e, no dia 7 de novembro, foi banido politicamente pelo governo provisório. No dia 20 do mesmo mês, exilou-se com a família na Europa.

Arthur Bernardes
Foi chefe do Executivo Federal de 1922 a 1926. Foi preso em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, foi preso em Minas Gerais por participar do motim. Após liberação, foi exilado.

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Juscelino Kubitscheck
Presidiu o Brasil de 1955 a 1960. Em 13 de dezembro de 1968, no dia da promulgação do AI-5, foi preso pela ditadura militar. Passou alguns dias encarcerado, mas obteve direito à prisão domiciliar poucos dias depois. Após um tempo, foi liberado em definitivo.


Lula
Em julho de 2017 foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo caso do triplex do Guarujá. Em janeiro de 2018, a pena foi confirmada e ampliada. Com os recursos esgotados em abril daquele ano, teve o pedido de prisão expedido pelo então juíz da Lava Jato Sergio Moro. Foi solto em novembro de 2019, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra prisões em segunda instância.

Michel Temer
Também foi detido no âmbito da operação Lava Jato. A ordem de prisão foi expedida em 21 de março de 2019 pelo juíz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. Quatro dias depois, foi solto por decisão de um desembargador.


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