As dificuldades financeiras da Prefeitura de Macapá têm origem na gastança desenfreada do próprio prefeito, que acumulou uma dívida de mais de R$ 300 milhões
O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), começa 2025 dizendo que está buscando aproximação com o governo Clécio Luís por meio de intermediários previamente escolhidos para a missão. O objetivo dele é firmar parcerias entre Prefeitura de Macapá e Governo do Estado para continuidade de obras municipais, no momento ameaçadas de paralisação devido à escassez de recursos.
Mas as dificuldades financeiras da PMM têm uma origem: a gastança desenfreada do próprio gestor. Por exemplo, em meados do ano passado, a administração do emedebista foi seriamente abalada com a notícia veiculada pela Secretaria do Tesouro Nacional sobre o elevado endividamento, estimado em mais de R$ 300 milhões. Sem dinheiro em caixa, Furlan recorreu aos governistas da Câmara de Macapá para obter um empréstimo de R$ 200 milhões, aprovado a toque de caixa, apesar dos crescentes protestos.

Outra revelação surpreendente com potencial para consolidar a imagem de gestor perdulário compôs reportagens veiculadas em nível nacional. Uma investigação, baseada em dados do Cadprev, revelou a situação alarmante na Previdência Municipal de Macapá (Macapaprev), com retiradas mensais que atingem milhões de reais e comprometem a sustentabilidade do sistema.
Em uma entrevista recente, o prefeito afirmou que “começou diálogos com o governo estadual”, porém, “nada foi firmado”. Disse que já formalizou ao governo “o interesse em realizar convênios para captação de recursos em várias áreas”.



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